Where am I? WHO am I?
Depois de ensaiar por meio ano escrever algum post aqui, digito apressadamente um post de ipulso, sem programações, sem revisões, sem nada.
Porque acho que estou no caminho errado. E olha que muita coisa tá certa.
Deixei coisas e pessoas pra trás que não deveriam ter sido tratadas dessa forma, como descartáveis. Acho que elas ainda deveriam estar aqui, comigo. Se eu as tivesse perdido, a conformação já estaria instaurada, mas não. Abandonei. Putz, como isso dói... Em horas específicas. Aí a dor fica condensadinha. Legal usar diminutivo em coisas nada leves; pura ironia criativa.
E aí tô aqui, fazendo um exercício de fazer coisas de uma forma bem banal, simplesmente escrevendo alguma coisa nada positiva sobre meu momento atual. Mas anyway, espero que me faça bem, e desculpe bombardear quem quer que leia este meu coiso com tudo isso.
***
Aproveitarei para contar que neste hiato saí do meu último emprego, tentei um negocinho com MUITO otimismo (e até ingenuidade) que não deu certo (), comecei um trampo novo que fica longe da minha casa mas estou gostando, voltei a tocar com o KatzenMuzik, com um amigo queridíssimo, íssimo mesmo, nos vocais mas a fase já acabou e agora não sei quando tocarei uma guitarra com outras pessoas novamente, comecei a estudar administração (boa pergunta! também não sei porquê!) e obviamente não aguentei nem um semestre -- puta coisa écot isso de adeêmi --, e o principal: estou, desde fevereiro, estudando astrologia na Gaia Escola de Astrologia com meu namorado, que inclusive é um brilhante aluno e colega. A experiência está sendo mega gratificante. Agora tenho essa nova meta: ser astróloga. Tô colocando uma meta de uns 4 ou 5 anos para começar a atender, até lá quero fazer algumas especializações, talvez nem todas relacionadas tão diretamente à própria Astrologia. Mas o mais importante é saber tudo o que quero saber, porque ainda não tenho certeza de que serei uma boa astróloga, e isso é algo em que deve-se ser realmente bom pra exercer.
É, that's it. É pra isso que serve também um diariozinho virtual, né. Pra despejar umas coisitas.
17/07/2011
26/12/2010
Sonho de natal
Eu era criança, ainda; tinha provavelmente nove anos, no auge das minhas inseguranças misturadas com vontade de viver alegremente, aproveitando cada momento (pena que os momentos não eram assim tão bons). E estava com três outras crianças muito queridas, dois meninos e uma menina, em frente à casa da minha vó, brincando em volta de uma árvore. A árvore tinha um tronco grosso e copa muito cheia, com rosas cor-de-rosa imensas, brilhantes. O vento estava forte, mas agradável, com temperatura perfeita. Ríamos muito, enquanto as rosas se desprendiam dos ramos e voavam em nossa direção, deixando rastros de um perfume delicioso.
Um moço apareceu no portão, acompanhado de um porquinho médio, preto e branco, muito fofo, e parecia estar sendo muito bem tratado. Até que o cara disse que, como era natal, o porquinho seria parte da ceia. No mesmo instante em que o porquinho ouviu isso, olhou diretamente para mim, nos meus olhos, e pediu para eu não permitir que isso acontecesse. O desespero dele era tão grande, e ele já podia pressentir a dor e o sofrimento que estavam por vir. E eu também senti tudo isso; senti tudo junto com ele, em uma união telepática inexplicável para quem prefere não enxergar as coisas. Enquanto o porquinho era levado para os fundos para ser "sacrificado", olhando para trás e me pedindo com os olhos, eu me desesperei e comecei a chorar copiosamente. O sentimento era tão forte. Como é doloroso viver em um mundo onde se mata bichinho. Será que eu posso me mudar para um outro mundo? Será que isso vai durar para sempre? Quantos animais estão morrendo repletos de sofrimento neste exato momento?
Acordei chorando muito. Solucei tanto que meus pulmões doeram. Mas eu, garota abençoada que sou, estava passando a madrugada do natal ao lado do Maioral, o cara mais lindo que há. Ele me acolheu e acalmou, me trouxe um copo d'água e ficou bem perto até eu dormir de novo. Ele me entendeu de verdade, ele também, como eu, parou de comer carne em um natal, assustado com o fato de pessoas comemorarem o nascimento do barbudo doidão exibindo animais mortos inteiros na mesa de jantar.
Esse sonho de natal foi doloroso e, ainda assim, muito mais bonito que a realidade.
Que venha o sonho de reveillón.
Um moço apareceu no portão, acompanhado de um porquinho médio, preto e branco, muito fofo, e parecia estar sendo muito bem tratado. Até que o cara disse que, como era natal, o porquinho seria parte da ceia. No mesmo instante em que o porquinho ouviu isso, olhou diretamente para mim, nos meus olhos, e pediu para eu não permitir que isso acontecesse. O desespero dele era tão grande, e ele já podia pressentir a dor e o sofrimento que estavam por vir. E eu também senti tudo isso; senti tudo junto com ele, em uma união telepática inexplicável para quem prefere não enxergar as coisas. Enquanto o porquinho era levado para os fundos para ser "sacrificado", olhando para trás e me pedindo com os olhos, eu me desesperei e comecei a chorar copiosamente. O sentimento era tão forte. Como é doloroso viver em um mundo onde se mata bichinho. Será que eu posso me mudar para um outro mundo? Será que isso vai durar para sempre? Quantos animais estão morrendo repletos de sofrimento neste exato momento?
Acordei chorando muito. Solucei tanto que meus pulmões doeram. Mas eu, garota abençoada que sou, estava passando a madrugada do natal ao lado do Maioral, o cara mais lindo que há. Ele me acolheu e acalmou, me trouxe um copo d'água e ficou bem perto até eu dormir de novo. Ele me entendeu de verdade, ele também, como eu, parou de comer carne em um natal, assustado com o fato de pessoas comemorarem o nascimento do barbudo doidão exibindo animais mortos inteiros na mesa de jantar.
Esse sonho de natal foi doloroso e, ainda assim, muito mais bonito que a realidade.
Que venha o sonho de reveillón.
02/09/2010
Baboseiras sobre mim e a nova era
A importância de ir cada vez mais fundo: Não é o que leio que me é importante, mas sim o quão profundamente qualquer assunto é abordado. Por isso eu analiso praticamente tudo que me é apresentado -- claro que há um filtro mínimo; muita coisa não merece mais do que a indiferença, e certamente me torno bastante irritante por isso. Sempre achei isso muito bom e admirável nas pessoas, desde que o senso crítico não se torne uma sucessão eterna de reclamações infundamentadas e acomodadas.
O senso crítico é importantíssimo para sobreviver a este mundo. O fato de eu não engolir tudo o que tentam me empurrar garganta abaixo pode até me tornar um tantinho insuportável, mas também mais livre do que os que não me suportam por isso.
Ser livre não é fácil, não. É necessária muita disciplina, frequência e força.
***
Durante uma sofrível palestra do instituto de Gnosis, escrevi este texto. Era tão sofrível, tão dolorosa, que isto foi a flor de lótus mais perfeita que saiu daquele pântano. Desculpem a inconsistência.
Por que a Era de Aquário não tem e provavelmente não terá um homem para marcar fortemente seu início?
Justamente porque esta é a Era do coletivo. Não é um homem que tem a importância centralizada por temas específicos (no caso de Jesus, a espiritualidade e martirização); o grupo toma a importância e só o grupo pode modificar algo. Somente atitudes conjuntas irão ter efeito nesta transição, e daqui em diante.
Esta é a Era em que os poderosos são obrigados a descer do pedestal.
O senso crítico é importantíssimo para sobreviver a este mundo. O fato de eu não engolir tudo o que tentam me empurrar garganta abaixo pode até me tornar um tantinho insuportável, mas também mais livre do que os que não me suportam por isso.
Ser livre não é fácil, não. É necessária muita disciplina, frequência e força.
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Durante uma sofrível palestra do instituto de Gnosis, escrevi este texto. Era tão sofrível, tão dolorosa, que isto foi a flor de lótus mais perfeita que saiu daquele pântano. Desculpem a inconsistência.
Por que a Era de Aquário não tem e provavelmente não terá um homem para marcar fortemente seu início?
Justamente porque esta é a Era do coletivo. Não é um homem que tem a importância centralizada por temas específicos (no caso de Jesus, a espiritualidade e martirização); o grupo toma a importância e só o grupo pode modificar algo. Somente atitudes conjuntas irão ter efeito nesta transição, e daqui em diante.
Esta é a Era em que os poderosos são obrigados a descer do pedestal.
12/07/2010
Acasos, coincidências e fatalidades
Duas abordagens contrárias e específicas para explicar os fatos da vida:
Alguém que vive em postura de coautor da própria existência e também do ambiente que o rodeia tem uma noção de responsabilidade bem amadurecida. No caso de algo ruim acontecer, ela provavelmente passará por momentos de introspecção, para entender o porquê de o evento ter acontecido, para analisar a frequência em que ela estava para atrair tal coisa. Já uma pessoa que crê no acaso e na fatalidade (alegando ou não acreditar em Deus; disto falarei adiante) enxerga os fatos de outra forma. Se tropeçou e torceu o tornozelo, é porque a casca de banana estava lá atrapalhando, aquela maldita casca de banana. O máximo de objeção e reflexão a que ela pode chegar está nos limites de discursos como "como pode ainda haver gente que joga casca de banana no chão [meu Deus]?". Claro que isso é metafórico.
Veem a diferença? Uma vai para dentro, a outra para fora.
Uma pessoa espiritualizada tende a perceber a própria responsabilidade. Ela não só crê, como estuda e vivencia as energias e como elas mesmas as mudam. As que estão sempre voltadas para fora, sejam as direcionadas pela religião (olha o eufemismo aí, geeente!) ou as ateias mesmo, por poderem ter uma visão materialista, podem acabar criando a maior das superstições: a crença nos acasos.
Até onde a crença limita nossa responsabilidade?
Até onde o materialismo limita nossa liberdade?
Os astrólogos, que sabem prever com bastante precisão os eventos, provavelmente recebem pessoas reagindo maravilhosamente bem a um trânsito de Netuno, por exemplo, mesmo sabendo que muitas coisas nebulosas e depressivas podem acontecem quando ele entra em contato com o Sol ou outros planetas na carta natal.
As limitações de livre arbítrio não anulam o senso de responsabilidade possível a todos que estão conscientes da cocriação, muito pelo contrário: abre a mente para nos prepararmos e refletirmos sobre o que está prestes a acontecer e nossa utilização dessas energias.
Uma coisa que considero importante é, mesmo com responsabilidade e maturidade, saber que ainda assim somos coautores, e saber agradecer a tudo que acontece, seja bom, seja ruim. Aquela coisa Seicho no Ie maravilhosa de ter o sentimento de gratidão constante.
***
Não consegui elaborar tão bem em palavras o que está bastante claro na minha mente.
E ufa, sem comodismos, porque esses insights eu tive de maneira reformulada e mais intensa após ter passado por situações não tão agradáveis.
Alguém que vive em postura de coautor da própria existência e também do ambiente que o rodeia tem uma noção de responsabilidade bem amadurecida. No caso de algo ruim acontecer, ela provavelmente passará por momentos de introspecção, para entender o porquê de o evento ter acontecido, para analisar a frequência em que ela estava para atrair tal coisa. Já uma pessoa que crê no acaso e na fatalidade (alegando ou não acreditar em Deus; disto falarei adiante) enxerga os fatos de outra forma. Se tropeçou e torceu o tornozelo, é porque a casca de banana estava lá atrapalhando, aquela maldita casca de banana. O máximo de objeção e reflexão a que ela pode chegar está nos limites de discursos como "como pode ainda haver gente que joga casca de banana no chão [meu Deus]?". Claro que isso é metafórico.
Veem a diferença? Uma vai para dentro, a outra para fora.
Uma pessoa espiritualizada tende a perceber a própria responsabilidade. Ela não só crê, como estuda e vivencia as energias e como elas mesmas as mudam. As que estão sempre voltadas para fora, sejam as direcionadas pela religião (olha o eufemismo aí, geeente!) ou as ateias mesmo, por poderem ter uma visão materialista, podem acabar criando a maior das superstições: a crença nos acasos.
Até onde a crença limita nossa responsabilidade?
Até onde o materialismo limita nossa liberdade?
Os astrólogos, que sabem prever com bastante precisão os eventos, provavelmente recebem pessoas reagindo maravilhosamente bem a um trânsito de Netuno, por exemplo, mesmo sabendo que muitas coisas nebulosas e depressivas podem acontecem quando ele entra em contato com o Sol ou outros planetas na carta natal.
As limitações de livre arbítrio não anulam o senso de responsabilidade possível a todos que estão conscientes da cocriação, muito pelo contrário: abre a mente para nos prepararmos e refletirmos sobre o que está prestes a acontecer e nossa utilização dessas energias.
Uma coisa que considero importante é, mesmo com responsabilidade e maturidade, saber que ainda assim somos coautores, e saber agradecer a tudo que acontece, seja bom, seja ruim. Aquela coisa Seicho no Ie maravilhosa de ter o sentimento de gratidão constante.
***
Não consegui elaborar tão bem em palavras o que está bastante claro na minha mente.
E ufa, sem comodismos, porque esses insights eu tive de maneira reformulada e mais intensa após ter passado por situações não tão agradáveis.
21/06/2010
Little wonder, I'm wondering
Preciso rasgar e jogar fora. Decepcionei-me e fui decepcionante. As magias todas foram embora; eu mesma fui embora. A força foi confinada, e me entreguei a uma neblina brilhante da qual não sei me libertar. Achava que no caminho havia várias pedras, mas não; na verdade há um círculo, e as pedras que encontro são sempre as mesmas. Poucas, mas certeiras. Encontro também arbustos floridos, lindas folhas secas e sinto brisas mornas deliciosas, compilando todas as estações em um momento. Serão essas alegrias sempre as mesmas? I'm wondering. Total desajuste, total instabilidade, total oscilação, total inconsciência. Quanto mais anseios por controle, mais tombos. Tentar modificar superficialmente agrava quaisquer sintomas. O que é superficialidade na abordagem da existência? E os outros caminhos?
Let's wonder.
Let's wonder.
11/06/2010
Favorite worst nightmare / Ah, você entendeu...
Acordei às 2:59, agitada e assustada. Quando voltei a dormir...
Eu estava num hospital cheio de crianças e bebês doentes, tendo atitudes estranhas. Descobrimos que elas estavam possuídas por forças malignas, e uma das enfermeiras me disse que precisaríamos enviar muita luz e aumentar nossa vibração para que isso passasse, pois havia se tornado algo frequente.
Apareci deitada em uma cama bem macia do hospital, e me preparava para dormir, quando ouvi uma voz feminina dizendo: "o conceito de Erê que vocês ocidentais têm é totalmente deturpado. O Erê é uma espécie de demônio que tenta o tempo todo seduzir garotas, em especial garotas branquinhas", e então eu comecei a me debater, enquanto um objeto com um simbolo que misturava uma cruz com uma foice se movimentava e me perfurava os ombros.
Isso tudo sumiu e convidei minha mãe e irmã para irmos no show do Rolling Stones, pois era o terceiro e último dia da turnê aqui, então o ingresso estava barato (R$ 40,00) e o lugar estaria vazio. O Rafa se prontificou a ir conosco, mas eu não havia comprado o ingresso dele. Ele disse que não fazia mal; esperava a gente do lado de fora mesmo. O show começou com Wild Horses, que eu adoro, e antes da segunda música, Mick falou algumas coisas em português super fluente, e começou a cantar What's Going On? do Marvin Gaye. Na segunda estrofe, ele começou a passar o microfone de pessoa em pessoa da segunda fileira (onde eu estava), e quando o microfone chegou na minha mão, cantei "Don't punish me with brutality; talk to me, so you can see what's going on", mas o microfone tinha parado de funcionar. Mick subiu de volta no palco, tentou arrumá-lo (o microfone, ambiguidade filhadamãe), mexeu nos amplificadores de retorno, falou com o Ronnie Wood. Tudo sem sucesso. E o show acabou! Ah, quanta frustração. Quarenta pila por uma música e meia, for Christ's sake! Mas quando saímos, o Rafa estava lá me esperando. :)
***
E meu colega: "coitado do Mandela, a bisneta dele morreu, justo ele que lutou tanto pelo país". Eu: "mas todos morrem". Ele: "mas era importante para ele". Eu: "mas todos são importantes, e todos morrem". Ele: "ah, você entendeu o que eu quis dizer". Eu detesto essa desculpinha esfarrapada: "ah, você entendeu". Se alguém não entendeu ou você falou algo de que alguém discorda, por que ter essa atitude defensiva tola? Cara, eu adoro quando todos discordam de mim, porque me faz pensar. Esse tipo de diálogo faz (ou melhor, deveria fazer) as pessoas se tornarem mais flexíveis e tolerantes com as diferenças. Eu falaria também sobre os erros do tipo "pra mim ler", que são remediados com o mesmo ...er, argumento, só que aí entra o tal do preconceito linguístico, do qual estou tentando me curar.
Outra coisa que eu acho bestinha: "gosto não se discute". Hã? Beg your pardon? Gosto é sim para ser discutido, dividido, pelo menos entre pessoas que saibam fazê-lo. É, talvez seja esse o problema.
Eu estava num hospital cheio de crianças e bebês doentes, tendo atitudes estranhas. Descobrimos que elas estavam possuídas por forças malignas, e uma das enfermeiras me disse que precisaríamos enviar muita luz e aumentar nossa vibração para que isso passasse, pois havia se tornado algo frequente.
Apareci deitada em uma cama bem macia do hospital, e me preparava para dormir, quando ouvi uma voz feminina dizendo: "o conceito de Erê que vocês ocidentais têm é totalmente deturpado. O Erê é uma espécie de demônio que tenta o tempo todo seduzir garotas, em especial garotas branquinhas", e então eu comecei a me debater, enquanto um objeto com um simbolo que misturava uma cruz com uma foice se movimentava e me perfurava os ombros.
Isso tudo sumiu e convidei minha mãe e irmã para irmos no show do Rolling Stones, pois era o terceiro e último dia da turnê aqui, então o ingresso estava barato (R$ 40,00) e o lugar estaria vazio. O Rafa se prontificou a ir conosco, mas eu não havia comprado o ingresso dele. Ele disse que não fazia mal; esperava a gente do lado de fora mesmo. O show começou com Wild Horses, que eu adoro, e antes da segunda música, Mick falou algumas coisas em português super fluente, e começou a cantar What's Going On? do Marvin Gaye. Na segunda estrofe, ele começou a passar o microfone de pessoa em pessoa da segunda fileira (onde eu estava), e quando o microfone chegou na minha mão, cantei "Don't punish me with brutality; talk to me, so you can see what's going on", mas o microfone tinha parado de funcionar. Mick subiu de volta no palco, tentou arrumá-lo (o microfone, ambiguidade filhadamãe), mexeu nos amplificadores de retorno, falou com o Ronnie Wood. Tudo sem sucesso. E o show acabou! Ah, quanta frustração. Quarenta pila por uma música e meia, for Christ's sake! Mas quando saímos, o Rafa estava lá me esperando. :)
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E meu colega: "coitado do Mandela, a bisneta dele morreu, justo ele que lutou tanto pelo país". Eu: "mas todos morrem". Ele: "mas era importante para ele". Eu: "mas todos são importantes, e todos morrem". Ele: "ah, você entendeu o que eu quis dizer". Eu detesto essa desculpinha esfarrapada: "ah, você entendeu". Se alguém não entendeu ou você falou algo de que alguém discorda, por que ter essa atitude defensiva tola? Cara, eu adoro quando todos discordam de mim, porque me faz pensar. Esse tipo de diálogo faz (ou melhor, deveria fazer) as pessoas se tornarem mais flexíveis e tolerantes com as diferenças. Eu falaria também sobre os erros do tipo "pra mim ler", que são remediados com o mesmo ...er, argumento, só que aí entra o tal do preconceito linguístico, do qual estou tentando me curar.
Outra coisa que eu acho bestinha: "gosto não se discute". Hã? Beg your pardon? Gosto é sim para ser discutido, dividido, pelo menos entre pessoas que saibam fazê-lo. É, talvez seja esse o problema.
18/05/2010
Eu me submeto a coisas
Preciso de métodos para tudo. Se forem preestabelecidos, melhor ainda.
Não sei terminar coisas.
Eu amo obedecer. As minhas coisas eu começo e só termino. As dos outros, eu termino. Quando me mandam, é óbvio.
Tentei tanto terminar várias das minhas coisas, mas sabe, algo sempre acontece para me impedir. Ou será que eu é que aconteço as coisas para me impedir? Como se eu não soubesse a resposta.
Só me faço um monte de pergunta boba, cujas respostas eu já sei há muito, mas simplesmente não consigo responder.
Estou andando por uma estrada, e então ela muda de rumo e eu nem percebi. Nem quando cheguei lá. Não, eu sou tão espertinha que só percebo muito depois.
Cadê?
Cadê?
Aprendendo algum valor da solidão. (?)
A vida era tão boa quando eu não tinha um passado. Quando minhas regras eram as minhas regras.
Não sei terminar coisas.
Eu amo obedecer. As minhas coisas eu começo e só termino. As dos outros, eu termino. Quando me mandam, é óbvio.
Tentei tanto terminar várias das minhas coisas, mas sabe, algo sempre acontece para me impedir. Ou será que eu é que aconteço as coisas para me impedir? Como se eu não soubesse a resposta.
Só me faço um monte de pergunta boba, cujas respostas eu já sei há muito, mas simplesmente não consigo responder.
Estou andando por uma estrada, e então ela muda de rumo e eu nem percebi. Nem quando cheguei lá. Não, eu sou tão espertinha que só percebo muito depois.
Cadê?
Cadê?
Aprendendo algum valor da solidão. (?)
A vida era tão boa quando eu não tinha um passado. Quando minhas regras eram as minhas regras.
01/05/2010
Por que eu não sou assaltada?
Tive diálogos com pessoas com visões e experiências diferentes sobre o mesmo assunto: a famigerada violência paulistana.
Anteontem meu namorado e eu fomos passear na Av. Paulista, e voltamos mais ou menos às dez. Ele cogitou voltar com um ônibus que passa um bocado longe da casa dele e ir a pé, e eu retruquei dizendo o quanto eu achava essa atitude imprudente. Ele simplesmente não entendeu minha preocupação, com aquela natural confiança que ele tem na vida. Mas eu ainda acho que devemos ser atentos sem ser paranóicos, encontrando o equilíbrio. Afinal, estamos na Terra, vivenciando a matéria e suas limitações, e é preciso enxergar o máximo de lados e realidades desta existência.
Ontem, uma menina que conheci no ponto de ônibus (eu sou sempre aquela pessoa que começa a falar com você em qualquer lugar, e também a fazer piadinhas e perguntas estranhas; sinto muito pelo constrangimento) há umas duas semanas, me disse para tomar cuidado ao pegar o ônibus (aquele mesmo que eu não gostaria que meu namorado pegasse), pois furtaram o celular dela lá dentro. E ela ficou impressionada demais porque abriram o zíper super escondido do bolso e conseguiram pegar o aparelho. Estranho, eu sei, mas em todas as palavras havia um sorriso no rosto, de quase satisfação; não é irônico? Quando a conheci, ela contou que não vai a pé para o serviço (ela andaria 1/4 do caminho que eu faço todos os dias) porque já ouviu várias histórias de gente sendo assaltada numa rua próxima.
Que incrível: eu vou a pé praticamente todos os dias, e quando não, pego o tal ônibus. Sempre encontro pessoas adoráveis no caminho, cumprimento algumas (menos aquele doido do bom dia perto da banca de jornal!), falo bom dia alegre pro motorista e pro cobrador. E nunca aconteceu nada de ruim comigo, nem nunca vi acontecendo com ninguém. Não é impressionante? Por que será que acontece esse tipo de coisa com certas pessoas? Karma? Acho que elas estão numa sintonia que não é legal, e no fundo até gostam de contar para todos o que ocorreu com elas, se sentindo a vítima eterna deste mundo cruel. Dá dó?
Sei que o mundo não é cruel, mas eu sou um pouquinho.
Anteontem meu namorado e eu fomos passear na Av. Paulista, e voltamos mais ou menos às dez. Ele cogitou voltar com um ônibus que passa um bocado longe da casa dele e ir a pé, e eu retruquei dizendo o quanto eu achava essa atitude imprudente. Ele simplesmente não entendeu minha preocupação, com aquela natural confiança que ele tem na vida. Mas eu ainda acho que devemos ser atentos sem ser paranóicos, encontrando o equilíbrio. Afinal, estamos na Terra, vivenciando a matéria e suas limitações, e é preciso enxergar o máximo de lados e realidades desta existência.
Ontem, uma menina que conheci no ponto de ônibus (eu sou sempre aquela pessoa que começa a falar com você em qualquer lugar, e também a fazer piadinhas e perguntas estranhas; sinto muito pelo constrangimento) há umas duas semanas, me disse para tomar cuidado ao pegar o ônibus (aquele mesmo que eu não gostaria que meu namorado pegasse), pois furtaram o celular dela lá dentro. E ela ficou impressionada demais porque abriram o zíper super escondido do bolso e conseguiram pegar o aparelho. Estranho, eu sei, mas em todas as palavras havia um sorriso no rosto, de quase satisfação; não é irônico? Quando a conheci, ela contou que não vai a pé para o serviço (ela andaria 1/4 do caminho que eu faço todos os dias) porque já ouviu várias histórias de gente sendo assaltada numa rua próxima.
Que incrível: eu vou a pé praticamente todos os dias, e quando não, pego o tal ônibus. Sempre encontro pessoas adoráveis no caminho, cumprimento algumas (menos aquele doido do bom dia perto da banca de jornal!), falo bom dia alegre pro motorista e pro cobrador. E nunca aconteceu nada de ruim comigo, nem nunca vi acontecendo com ninguém. Não é impressionante? Por que será que acontece esse tipo de coisa com certas pessoas? Karma? Acho que elas estão numa sintonia que não é legal, e no fundo até gostam de contar para todos o que ocorreu com elas, se sentindo a vítima eterna deste mundo cruel. Dá dó?
Sei que o mundo não é cruel, mas eu sou um pouquinho.
27/04/2010
Freedom '10
Não discuto política há uns cinco anos.
Política fazia uma parte importante dos meus pensamentos até o final da adolescência. Nasci em showmícios do PT (meu pai era músico e tocava neles). Durante um deles, a favor das diretas já, em 1989, no auge do meu primeiro ano de vida, ganhei um beijinho na bochecha do Lula. Não é bizarro pensar nisso? É, na época que ele era barbudão de verdade. E aos meus dois anos, papai e mamãe me ensinaram a dizer "Collor ladrão". E depois "Maluf ladrão", e tudo o mais. No começo da adolescência, comecei a pesquisar mais e me aprofundar (bem menos do que poderia) no assunto, e fui me esquerdando cada vez mais. Mas depois que aprendi mais sobre espiritualidade e psicologia (bem menos do que poderia), mudei muito minhas convicções, que eram bem rígidas, e continuo mudando. Não, não sou de direita, e nesta altura do campeonato nem sei se esses lados existem de verdade. Não quero mais polarizar dessa forma. Considero-me anarquista, porque é o ideal de liberdade em que acredito. Algo sem a vitimização e sem a agressividade presentes nos "lados".
***
Estou ficando cada vez mais louca, mas minha intuição nunca esteve tão livre.
Política fazia uma parte importante dos meus pensamentos até o final da adolescência. Nasci em showmícios do PT (meu pai era músico e tocava neles). Durante um deles, a favor das diretas já, em 1989, no auge do meu primeiro ano de vida, ganhei um beijinho na bochecha do Lula. Não é bizarro pensar nisso? É, na época que ele era barbudão de verdade. E aos meus dois anos, papai e mamãe me ensinaram a dizer "Collor ladrão". E depois "Maluf ladrão", e tudo o mais. No começo da adolescência, comecei a pesquisar mais e me aprofundar (bem menos do que poderia) no assunto, e fui me esquerdando cada vez mais. Mas depois que aprendi mais sobre espiritualidade e psicologia (bem menos do que poderia), mudei muito minhas convicções, que eram bem rígidas, e continuo mudando. Não, não sou de direita, e nesta altura do campeonato nem sei se esses lados existem de verdade. Não quero mais polarizar dessa forma. Considero-me anarquista, porque é o ideal de liberdade em que acredito. Algo sem a vitimização e sem a agressividade presentes nos "lados".
***
Estou ficando cada vez mais louca, mas minha intuição nunca esteve tão livre.
16/04/2010
Alguns fantasmas. Vamos encará-los.
Eu quero parar de odiar qualquer coisa que seja. Para ter mais motivos para agradecer, precisamos estar dispostos a agradecer tudo. Eu tenho a mania de ficar julgando todas as pessoas, governos e instituições capitalistas grandes pelo que há de pior, e pela suposta falta de integridade de tudo e todos. E poxa, que que eu tenho a ver com isso? Tudo! Por isso mesmo seria estúpido apenas julgar e criticar tudo o que está à minha volta.
Sabe aquele discursinho superficial de "podemos mudar o mundo, se nos unirmos, se não aceitarmos tudo do goveeeeerno", e blablablá? Ele é verdadeiro, mas só se mudarmos por dentro, nos pensamentos e sentimentos, inclusive em relação ao que odiamos. Atitude de verdade é isso, é mudar, e não exigir revoltadtinho, com ou sem causa.
*
Algumas dúvidas estão me cutucando, e permiti que elas escalassem até o topo da montanha imensa das coisas que remoo. E aí surgiu mais uma dúvida: acabo com com essa dúvida agora, ou deixo para a hora exata? Dúvida, pelo jeito, é prima distante da mentira: você cria mais um monte para alimentar a primeira.
Sabe aquele discursinho superficial de "podemos mudar o mundo, se nos unirmos, se não aceitarmos tudo do goveeeeerno", e blablablá? Ele é verdadeiro, mas só se mudarmos por dentro, nos pensamentos e sentimentos, inclusive em relação ao que odiamos. Atitude de verdade é isso, é mudar, e não exigir revoltadtinho, com ou sem causa.
*
Algumas dúvidas estão me cutucando, e permiti que elas escalassem até o topo da montanha imensa das coisas que remoo. E aí surgiu mais uma dúvida: acabo com com essa dúvida agora, ou deixo para a hora exata? Dúvida, pelo jeito, é prima distante da mentira: você cria mais um monte para alimentar a primeira.
12/04/2010
Nothing as it seems
Consegui me divertir bastante no final de semana, depois de tantos dias de privação total.
Fui à mostra do projeto Maitréia, no Centro Cultural Hiroshima (saiba mais sobre o projeto). Foi uma baita experiência maravilhosa, que me mostrou sutilmente como tenho estado desconectada, de várias formas. Minhas introspecções deixaram de ser contemplativas, e minhas solidões deixaram de ser meditativas. Well, sempre é hora de mudar. E acho que estou chegando perto.
Depois de tantos questionamentos sobre emoção e razão, li ótimos artigos (alguns no Astrodestino, um dos meus blogs de astrologia favoritos),que iluminaram minha mente, e tive experiências que me libertaram de muitas formas. Assisti filmes, li trechos de livros. Uns totalmente emocionais, uns totalmente racionais, mas a maioria fazendo um lindo diálogo entre essas duas expressões da razão humana de yin e yang. Chorei de emoção sem me culpar e elaborei rápidas e complexas teorias sobre verdades da existência. Fui romântica e resolvi problemas difíceis com ideias objetivas. Ainda estou aprendendo a calar a boca, mas estou longe da matraca violenta que já me possuiu.
Ao menos não sou mais a mesma.
Fui à mostra do projeto Maitréia, no Centro Cultural Hiroshima (saiba mais sobre o projeto). Foi uma baita experiência maravilhosa, que me mostrou sutilmente como tenho estado desconectada, de várias formas. Minhas introspecções deixaram de ser contemplativas, e minhas solidões deixaram de ser meditativas. Well, sempre é hora de mudar. E acho que estou chegando perto.
Depois de tantos questionamentos sobre emoção e razão, li ótimos artigos (alguns no Astrodestino, um dos meus blogs de astrologia favoritos),que iluminaram minha mente, e tive experiências que me libertaram de muitas formas. Assisti filmes, li trechos de livros. Uns totalmente emocionais, uns totalmente racionais, mas a maioria fazendo um lindo diálogo entre essas duas expressões da razão humana de yin e yang. Chorei de emoção sem me culpar e elaborei rápidas e complexas teorias sobre verdades da existência. Fui romântica e resolvi problemas difíceis com ideias objetivas. Ainda estou aprendendo a calar a boca, mas estou longe da matraca violenta que já me possuiu.
Ao menos não sou mais a mesma.
06/04/2010
A minha alucinação é suportar o dia a dia, e meu delírio é experiência com coisas reais...
Eu me obriguei inconscientemente a viver de maneira totalmente subjetiva, nesta lua minguante. Peguei uma baita gripe e ficarei off até dia 7. É a terceira gripe das boas que pego em dois meses.
Senti-me desconfortável durante alguns dias, sob vários aspectos. É sempre uma lição; sempre. Esta foi bem dolorosa, e me cutucou nas feridas ainda não cicatrizadas, que eu nem sabia que ainda tinha. Talvez por eu tê-las criado há pouco tempo, em tempos de esquecimento e indiferença negativa.
As sombras do meu interior me encararam e ainda estão me encarando, com raiva, mágoa e rancor. Mas estou escutando todas, com aceitação. A aceitação que me faltou nos últimos tempos, para com todas as situações, adversas ou não -- tornei-as todas adversas, por teimosia.
Desaprendi um monte de coisa, mas pelo menos desta vez não vou culpar ninguém por isso. Estou aprendendo que todos que eu acabo culpando por algo são os que mais me estão ensinando, e a menina mimadinha chorona é que fica esperneando ao invés de entender. Desaprendi inclusive a escrita mínima que eu tinha antes. Paciência; aprendo novamente, rápido rápido.
***
Tive alucinações oníricas durante os dodóis sonos de gripe. A maioria foi bem assutadora, mas teve uma parte bem terapêutica numa delas: voltei a um lugar da infância, o clube Corinthians (eu frequentava quando tinha 6 anos e era ainda corinthiana; assistia os treinos e gritava CASAGRANDE, CASAGRANDE, e tinha posteres e uma camiseta de quando a Kalunga ainda era a patrocinadora do Timão. Lembram das chuteiras coloridas do Viola? I do...). Eu estava na fila do tobogã, e lá estavam também o Brad Pitt e a Angelina Jolie, brigando. Brad Pitt vira para mim e diz que não a aguenta mais, e olhando bem no fundo dos meus olhos, diz que se apaixonou por mim e quer viver comigo. Hahahahaha!... Coisa mais absurda, gente. Nunca o achei bonito; porque me aparece em sonho assim? Me senti muito poderosa e com a autoestima alta, ainda mais porque no sonho eu ainda era criança. Estranho, porque meus ídolos de verdade sempre foram considerados feiosos. Ringo Starr, Dave Grohl (tá, ele não).
Well, acordei com o telefone tocando e era o baterista mais bonito do mundo. :)
-- Você estava dormindo?
-- UHUMNNNNNNNNMM...
-- Ah, vai lá dormir então... Depois a gente se fala...
-- Tu tu tu tu tu tu
O último parágrafo foi mais que verdadeiro.
***
Vocês conhecem Belchior? Já ouviram a música cujo trecho usei no título do post? Recomendo que escutem o álbum inteiro; é maravilhoso.
Senti-me desconfortável durante alguns dias, sob vários aspectos. É sempre uma lição; sempre. Esta foi bem dolorosa, e me cutucou nas feridas ainda não cicatrizadas, que eu nem sabia que ainda tinha. Talvez por eu tê-las criado há pouco tempo, em tempos de esquecimento e indiferença negativa.
As sombras do meu interior me encararam e ainda estão me encarando, com raiva, mágoa e rancor. Mas estou escutando todas, com aceitação. A aceitação que me faltou nos últimos tempos, para com todas as situações, adversas ou não -- tornei-as todas adversas, por teimosia.
Desaprendi um monte de coisa, mas pelo menos desta vez não vou culpar ninguém por isso. Estou aprendendo que todos que eu acabo culpando por algo são os que mais me estão ensinando, e a menina mimadinha chorona é que fica esperneando ao invés de entender. Desaprendi inclusive a escrita mínima que eu tinha antes. Paciência; aprendo novamente, rápido rápido.
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Tive alucinações oníricas durante os dodóis sonos de gripe. A maioria foi bem assutadora, mas teve uma parte bem terapêutica numa delas: voltei a um lugar da infância, o clube Corinthians (eu frequentava quando tinha 6 anos e era ainda corinthiana; assistia os treinos e gritava CASAGRANDE, CASAGRANDE, e tinha posteres e uma camiseta de quando a Kalunga ainda era a patrocinadora do Timão. Lembram das chuteiras coloridas do Viola? I do...). Eu estava na fila do tobogã, e lá estavam também o Brad Pitt e a Angelina Jolie, brigando. Brad Pitt vira para mim e diz que não a aguenta mais, e olhando bem no fundo dos meus olhos, diz que se apaixonou por mim e quer viver comigo. Hahahahaha!... Coisa mais absurda, gente. Nunca o achei bonito; porque me aparece em sonho assim? Me senti muito poderosa e com a autoestima alta, ainda mais porque no sonho eu ainda era criança. Estranho, porque meus ídolos de verdade sempre foram considerados feiosos. Ringo Starr, Dave Grohl (tá, ele não).
Well, acordei com o telefone tocando e era o baterista mais bonito do mundo. :)
-- Você estava dormindo?
-- UHUMNNNNNNNNMM...
-- Ah, vai lá dormir então... Depois a gente se fala...
-- Tu tu tu tu tu tu
O último parágrafo foi mais que verdadeiro.
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Vocês conhecem Belchior? Já ouviram a música cujo trecho usei no título do post? Recomendo que escutem o álbum inteiro; é maravilhoso.
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