27/04/2010

Freedom '10

Não discuto política há uns cinco anos.
Política fazia uma parte importante dos meus pensamentos até o final da adolescência. Nasci em showmícios do PT (meu pai era músico e tocava neles). Durante um deles, a favor das diretas já, em 1989, no auge do meu primeiro ano de vida, ganhei um beijinho na bochecha do Lula. Não é bizarro pensar nisso? É, na época que ele era barbudão de verdade. E aos meus dois anos, papai e mamãe me ensinaram a dizer "Collor ladrão". E depois "Maluf ladrão", e tudo o mais. No começo da adolescência, comecei a pesquisar mais e me aprofundar (bem menos do que poderia) no assunto, e fui me esquerdando cada vez mais. Mas depois que aprendi mais sobre espiritualidade e psicologia (bem menos do que poderia), mudei muito minhas convicções, que eram bem rígidas, e continuo mudando. Não, não sou de direita, e nesta altura do campeonato nem sei se esses lados existem de verdade. Não quero mais polarizar dessa forma. Considero-me anarquista, porque é o ideal de liberdade em que acredito. Algo sem a vitimização e sem a agressividade presentes nos "lados".

***

Estou ficando cada vez mais louca, mas minha intuição nunca esteve tão livre.

1 tagarele também!:

Neto. disse...

Eu também não sei mais o que é "esquerda" e "direita" na política (e eu tenho 42 anos), principalmente aqui no Brasil onde os partidos que polarizam (e cristalizam) os votos são muito parecidos. Evoluindo (no seu caso, a espiritualidade) percebemos que há muito mais do que ideologias em questão, e nós também devemos enxergar além da ideologia política e buscar o que for o bom para todos e para tudo. Será que a gente consegue? (mais uma questão para sua coleção). Gostei. Parabéns!