Sour emotions

Tive bons sonhos, bons momentos de descanso. Fiquei entediada, e ainda me sinto assim: entediada e anestesiada, sonolenta e apática. Esperando a linda viagem de Natal chegar para me animar novamente.
Terminei Olhai os lírios do campo, e adorei. Me fez muito bem.
As coisas têm que nos fazer bem, nos fazer sorrir alegremente. Tá, euforia cega não é legal, mas isto que sinto não sentindo também não é nada legal.

Finalmente, em momentos de simples reflexão, percebi sem raiva algumas expectativas não alcançadas, e até pude agradecer por elas não terem sido manifestadas, pois anunciou o fim de um ciclo de dores que me puxavam para as extremidades da roda.

Esse meu dilema interno cansa muito: eu sou feliz e alegre pra caramba, gargalho e conto piadas o tempo todo / eu sou séria, concisa, neutra, passo despercebido pela falta de carisma. Eu me emociono e choro com tudo, expressando livremente minhas emoções e me sentindo constantemente leve e livre / eu me reprimo e engulo tudo, fico com nó na garganta, com falta de ar e sem brilho no olhar. Putz, eu prefiro a Debora das primeiras opções! Where is she? Tá uma criancinha entediada choramingando num cantinho escuro do meu coração.

Vou começar tocando alguma silly love song no violão.

The Inner Light - The Beatles - George Harrison

Without going out of my door
I can know all things on earth
Without looking out of my window
I can know the ways of heaven

The farther one travels
The less one knows
The less one really knows
Without going out of your door
You can know all things on earth

With out looking out of your window
You can know the ways of heaven
The farther one travels
The less one knows

The less one really knows
Arrive without travelling
See all without looking
Do all without doing


Tô bebinha...

Me livrei. Finalmente me livrei duma puta duma dívida que já não me tirava o sono há um tempo, mas que tinha que estar fora da minha vida. Voltei do banco num ônibus quase lotado, e consegui um lugarzinho no fundo. Apareceu um bêbado que falou milhões de surrealidades que me fizeram rir baixo com muito esforço. Chegou gritando: "tô bebinho! tô bebinho! Mas olha só, que legaaaal, vocês estão todos tomando sorveeete!" o_o
Me senti um tanto culpada, deveria ter tentado ajudá-lo. Não sei se poderia. Mas aí ele começou a falar que o próprio pai matou a mãe e ele matou o pai por isso, e a xavecar a mocinha ao lado dele. Perguntou o signo dela (peixes), e disse que o dele era leão, e que ele era muito forte porque leão "é um bicho mutcho danado, tá tendeno??", e a coitadinha ainda teve que ouvir:
-- Olha, você é minha namorada. Só uma hipótese, tá? Você é minha namorada. Então você É MINHA! VOCÊ É MINHA E TEM QUE FAZER O QUE EU QUERO QUE VOCÊ FAÇA, tá tendeno?? Por que eu sou muito namorador, assim como meu pai. Mas o problema dele é que ele namorava as outras mulheres e contava pra minha mãe; eu paquero um monte de mulher mas não conto pra ninguém!
E aí percebi que ainda sou uma menina boba alegre e medrosa. Mas poderia ter sido pior, poderia ter ficado reclamando que "o mundo está perdido", mas não, eu não me projetei nele, portanto não fiquei irritada. Senti compaixão, desejo de que ele melhorasse.

Que a terra me seja leve...

Peguei uma chuva torrencial. Meu guarda chuva velho virando taça na ventania, um chester de natal que ganhei no trampo derretendo na bolsa pesada embaixo do meu braço. Entro no ônibus lotado, e consigo um cantinho para ler o livro, segurando-o a 3cm do meu rosto. Olhai os lírios do campo. E nunca li o sermão da montanha. Chorei um bocado. Dei desculpa para mim mesma: "são só gotas de chuva!" 


***


Tenho certo orgulho de quem acabei me tornando. Sabe, podia ser bem pior! Certo orgulho de quem me tornei, muito orgulho do que conquistei. Orgulho não é a palavra certa. Seria mais respeito, alegria. Sabe aquela música do Belchior com o Toquinho em que eles falam dum cara medíocre que tem sensação de dever cumprido no fim do dia? Cidadão Comum o nome? Então. Quase isso, para um materialista. Para mim é muito mais; sei que é muito mais.


Boa noite, universo. 

Verdades tolas da minha vidinha

Aquele curso de Gnoses que frequentei por três aulas. A grade parecia super legal, holística e blablablá. Mas eles só falavam sobre os defeeeeitossssss do homem. Que a essência do homem está engarrafaaaddddaaa. Sabe, falar assim do homem é tão ou mais estúpido que dizer constantemente o quanto o mundo é terrível e nada seguro. Poxa, eu moro em São Paulo e nunca fui assaltada ou estuprada ou qualquer coisa assim; 99% das pessoas que encontro são amáveis e sorridentes.

Já passou da hora das pessoas perceberem que absolutamente tudo o que elas pensam, consequentemente suas crenças, criam tudo ao seu redor. TU-DO.
Acho inclusive que muitas pessoas que buscam a espiritualidade às vezes se esquecem de que são sim responsáveis por 100% dos acontecimentos da própria vida. Carma pode ser superado. Não há vítima no mundo, nem nesta terceira dimensão nem em nenhuma outra.

***

Ler Este lindo blog aqui é muito inspirador, e dá até pra acreditar que os próprios filhotes humanos podem ser legais. Eu amo crianças, mas só dos outros. Como dizia uma amiga muito querida minha, sempre me arrancando dolorosas gargalhadas: "Eu adoro crianças e bebês, principalmente acompanhadas de molho branco e champignon", hahahahahaha!
Mas foi lendo esse diariozinho de criança fofa que me lembrei de uma vez em que perguntei incessantemente para minha mãe, quando ela estava lavando roupa, qual era o nome daquele balde amarelo. O nome do chocolate era Milkbar, o nome do sabão em pó era Omo, então eu queria saber o nome do balde também, pensando que nome = marca. Perguntei várias vezes seguidas, e a mamãe não estava entendendo, respondendo sempre que o balde não tinha nome. Depois da enésima vez, ela respondeu: "O NOME DO BALDE É JOÃO, DÉ!!!". Foi quando eu percebi, aos 4 anos de idade, que ninguém mesmo sabia quase nada, nem mesmo minha mamãe querida.
Agora que sei um tiquinho mais sobre quem sou de verdade, isso não dói tanto, mais. Parafraseei Sócrates um tempão. Ainda o faço. :-)

What's so amazing about really deep thoughts?

"Mano, aquele cara tem o espírito de destruição!", ouvimos no ônibus e rimos baixinho até a barriga doer. Ah, as pequenas coisas, the only ones that really matters! Tirinhas do Calvin e Haroldo, rabiscos com grafite.

***

Este "poema para o mundo que está acabando tragicamente" é muito muito bonito. Quem dera ir até Paris para conferir.
Essa história de amar os animais é discutível. Um cara tem sei lá quantos cachorros doidos para fugir e carentes por carinho e come carne de vaquinhas, porquinhos e galinhas. Quanto amor aos animais, estou emocionada. Sou hipócrita também; tenho um gato no meu apartamento. Mas já não tenho mais peixes ornamentais, porque me sentia horrível prendendo-os naquela caixa de vidro. "Peixes ornamentais". Tão terrível quanto "cão de guarda". Compre cercas elétricas!

***

Esse Calvin... Hahaha!... Eu também fazia isso, e faço isso quando estou com meu mais puro espírito alegre de criança mode on. Sim, é preciso viver plenamente o presente, e tudo o mais, mas se começarmos apenas vislumbrando o que está por vir... Bem, funciona para me fazer sorrir.

O que realmente importa na vida é o que nos faz sorrir. É verdade? I think so. Simplista assumida.

***

Yes, I know what you think of me, "you never shut up". Yeah, I can hear that.
But what if I'm a mermaid in these jeans of his with her name still on it,
Hey, but I don't care, 'cause sometimes, I said sometimes I hear my voice
And it's been here silent all these years
Minhas agonias recentes. Acabadas.

As the years go by...

É uma coisa muito louca crescer usando a internet. Ver isto aqui, depois de tantos anos, foi uma experiência e tanto, neste início de ano 2, segundo dia de 22 anos. Era um fotolog do terra, cheio de fotos minhas lindíssimas, e também do Nine Inch Nails, da Tori Amos. Eu gostava pra caramba daquilo. De repente, tiraram todos do ar, deixando inúmeros futuros emos tristes, inclusive eu. Agora só sobrou uma página sem formatação do webarchive.
E o fotolog, então. Pérolas mil.

***

Apesar de ter passado alguns dos dias de mais angustia até o sábado passado, ontem pude viver um sonho em realidade. Cada segundo, desde o despertar (fui docemente acordada!) até a caminha cheirosa e quentinha.

Tô aprendendo a viver de acordo com as coisas novas que estão vindo, estou disposta a mudar e evoluir pelo todo, enquanto me curo das minhas loucuras.

I miss you, I miss you, I miss you, I miss you, I miss you so much...

Toda e qualquer indecisão foi sufocada pelo caos instaurado em meu cotidiano. Trabalhando incessantemente, perdi o tempo para fazer tudo.
Tô com tanta saudade da vidinha pacata.
Passei um fim de semana de interiorização e aprendizado profundo, e logo após fui jogada a uma avalanche de loucuras e preocupações.
Começarei, então, a rever tudo o que tenho feito acontecer comigo e mudar tudo isso aí. Usando as tais leis do silêncio, do desapego, do retorno.
♫♪ Here I go again on my own... ♪♫

Hmm... E se eu disser que eu não ...Ops. Lei do silêncio, ok.

A new me is borning inside me.

***

"If you die" you said "so do I" you said
And it starts the day you make the sign
"Tell me i'm forever yours and you're forever mine"


Who?

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Desesperada e entusiasmada. Resmungona e sorridente. Divirto-me com pouco.

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