Turn and face the strange, ch-ch-changes

Os fios de alta tensão estáticos diante do céu azul-poluição são incrivelmente belos.
sinto nostalgia antecipada agradecendo por estar exatamente aqui, neste exato momento.
Todos os espelhos à minha volta já estão mostrando minhas bem-sucedidas mudanças, e esta é a primeira vez que consigo fazê-las sem dores agonizantes.
Finalmente minha suposta distorção de valores está a meu favor e consequentemente de todos que estão comigo.
Expansão, paz, divina indiferença e divina alegria.
Construindo. E incinerando.

Purification by fire
Transformation is rapture


Rapture comes with fire's flavor
The sound flows
Sonically abrasive revolution
Rises the construction

I got to admit it's getting better, a little better all the time

A internet foi dolorosamente arrancada de mim.
Tenho escrito apenas coisas bem introspectivas no diariozinho real, com canetas de gel coloridas e cheirosas.
Para resumir até eu conseguir voltar a escrever com freqüência, tudo está tão diferente, tão mudado, tão bom, que mal consigo expressar em palavras; só quero sorrir e agradecer all day long.
Algumas coisas ainda precisam ser resolvidas, mas já estou organizando tudo.

"E os seres humanos", pensava -- como padrões vivos no espaço, como eram incrivelmente sutis, ricos e complexos, individualmente! Mas, a marca que deixavam no tempo, o padrão de suas vidas privadas, meu Deus, que horror de rotina! Como os desenhos repetidos numa passadeira de lonóleo, como uma série de ladrilhos ornamentais idênticos ao longo das paredes de um mictório público."
Huxleyzinho, só você mesmo para conseguir descrever a mediocridade humana referenciando interiores. Thanks.

***

Não sei o que é pior: medo ou culpa. Já sei! São os dois juntos!

***

Aquela minha viagenzinha sobre a espiral da minha evolução sobre a qual nunca conseguirei escrever está sendo bem real.

Desconexa; achei a bússola e já já encontro o caminho certo

Ouvir a 4ª do Beethoven com a Sinfônica de Londres foi deveras emocionante.
O TCC está me enlouquecendo.
Tenho iniciativa e me falta terminativa. Comecei O Tempo Deve Parar do Huxley; sugestivo. Esse cara é foda. Inspirador ao extremo.
Ouvindo muito o Antichrist Superstar. I am anything when I'm high.
Férias chegando. E semestre que vem lá estou eu no Cacá de novo, assistindo as matérias mais maçantes umas três vezes por semana.
Está tudo tão bem, mas tão bem, que o medo apareceu e já se dissolveu.

***

Sonho:

Uma voz estranha, grave, profunda e calma me diz: "Você deve matar a Debora...", enquanto aparecem à minha frente um conjunto de pequenas agulhas cromadas bem brilhantes. "Para você nascer, precisa morrer". Não fazia idéia de como me matar com ferramentas tão frágeis, mas acho que entendi a mensagem.

***

Descobri que um bisavô paterno meu se matou enforcado numa gravata. Suicidal Tendencies.

***

Juro que depois do TCC eu me comunico com um pouco mais de eficiência.

***

Descobri também que a família da mãe da minha avó paterna era dos Anjos. Aí lembrei de Augustinho querido:


A DANÇA DA PSIQUE

A dança dos encéfalos acesos
Começa. A carne é fogo, A alma arde, A espaços
As cabeças, as mãos, os pés e os braços
Tombam, cedendo à ação de ignotos pesos!

É então que a vaga dos instintos presos
-- Mãe de esterilidades e cansaços --
Atira os pensamentos mais devassos
Contra os ossos cranianos indefesos.

Subitamente a cerebral coréia
Pára. O cosmos sintético da Idéia
Surge. Emoções extraordinárias sinto.

Arranco do meu crânio as nebulosas
E acho um feixe de forças prodigiosas
Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!

Vitimização medíocre

Pesquisando coisas (para desenhar o imenso projeto de um prédio comercial sofisticadíssimo que a Varandona está fazendo para a faculdade) no completo mas nem tanto Neufert - Arte de projetar em arquitetura, encontrei uma parte que ensina a projetar cemitérios; crematórios, necrotérios, lápides. E lá é dito que o terreno mais favorável é com bastante terra, úmido etc.
Ainda me lembro da decepção que foi ver o caixão do meu pai sendo "enterrado" com cimento. Que gente mais sem espírito poético! Outra lembrança dolorosa desse fato é ver um monte de gente da "família" e ninguém vir falar comigo e minha irmã. Tínhamos 13 e 5 anos, respectivamente, na época; que gente mais sem educação e sensibilidade I'm related to! A única pessoa que me deu as mãos e disse um quase sincero "sinto muito" foi a esposa do dono da banda em que o recém-defunto tocava. A pessoa mais distante é que conseguiu ser um tiquinho acolhedora.
Lembro também que não queria de jeito nenhum entrar na sala onde ele estava sendo velado. Sentada do lado de fora, com a camiseta do Dejavu (a tal banda), sem saber o que sentia -- um misto de dor, alívio, auto-piedade. Minha mãe me convenceu a vê-lo, argumentando que seria a última vez e tudo o mais. Cheguei lá dentro sem sentir meu corpo. Avistei o caixão preto lacrado (só havia vidro no rosto dele, que estava sorridente e tranqüilo) e continuei andando, ou sendo levada, não sei. Coloquei meus olhos lá dentro e então senti minhas pernas e ombros pesando toneladas. Soluço. O soluço mais verdadeiro, intenso e doloroso. Gritos. Tudo muito real, vindo de um interior inexplorado e secreto de mim mesma.

***

Pensei que tinha curado todo e qualquer resquício e/ou seqüela (treminha linda ♥) por ter sido rejeitada na infância e pré-adolescência.
Mas nas últimas semanas meu cotidiano tem sido tão encatador que minha estúpida insegurança preparou e está pajeando um sentimento quase desesperador de inadequação. Parece que quanto mais me esforço para ser agradável (sem deixar de ser Bululu, obviamente; minha irremediável transparência combinada com impulsividade não permitiriam), mais inadequada e inconveniente me torno, diante das dádivas todas.

***

Sou uma menina sem perspectiva de novo. Quer dizer, tenho uma perspectiva. E só uma. Que é visivelmente impossível de ser concretizada.

Docemente emoldurada

Sonhei que um cara com quem fiquei há um tempinho me ligava e dizia, aos prantos: "Oi... Debora, estou viciado em você!". W-w-what?! Viciado nimim?? Mas você é que parou de ligar, oras. Thank goodness, aliás.
E então ele começou a produzir uma delicada moldura de quinze centímetros em volta de minha projeção numa espécie de papel com três ou mais dimensões. Ia parando de chorar enquanto minha projeção ia diminuindo no centro da moldura. Ele desapareceu. Apareceu, de repente, The Really Special One, e também construiu uma moldura em volta da projeção, ou reflexo, ou whatever that was. Desta vez, a moldura ficou menor e menor e menor, e então ele foi visitar aquela holografia de Debora. E apareceu meu lado e me abraçou longamente.

:)

***

Ter estado dodói semana passada foi quase um alívio, por eu ter sido obrigada a descansar. E agora o desespero deveria aumentar ainda mais, já que meu serviço está triplicado, assim como minhas coisas escolares. Mãns, por incrível que pareça, estou tranqüila; se eu repetir, repeti; pronto. Fiz cagada, agora vou pagar por ela e começar a fazer as coisas direito, finalmente. Mas é que me falta tesão para essas coisas.
Aliás, ontem enquanto eu limpava minuciosamente a máquina de costura da minha mãe, logo após ter ajudado a fazer o rango, tive um insight. Quero ser housewife. Fazer comida, limpar a casa, fazer crochê.

***

E se um dia eu magoei alguém que um dia talvez leia isto aqui:
Perdão.
Ninguém é perfeito, eu sou menos ainda. Mas estou disposta a deixar de ser uma monstra filha da puta. Perdão.
Porque eu não sei falar nem fazer nada por internet, nem por telefone, e muito menos pessoalmente.

Parênteses overload

Estou no ponto de ônibus, e já era para eu estar no escritório. Não vou gastar meus preciosos créditos com a Varandona, mas estou morrendo de vergonha, pois ainda sou militaresca, e atraso é uma das coisas que mais me emputecem.

***

Porra. Agora entendi algo que acontece comigo. Eu coloquei o programa para rodar sem ter feito os algoritmos completos. Faço tudo no automático, mas não especifiquei corretamente e agora fico esquecendo as coisas, deixando trabalhos importantes pela metade e chateando todos à minha volta. Saudade do tempo em que não tinha preguiça de me conscientizar. Estou há um tempão usando coisas que me dopam ao invés de coisas que aumentam minha visão. The wrong drugs.
Olha só, hoje esqueci todo o material que precisava para a aula de ilustração; isso porque fiquei arrumando até meia-noite e meia as coisas que precisava levar. Holy shit.

***

Esses romancecos best sellers são bons para duas coisas medíocres das quais gosto pra caramba. Uma é ver o marcador indo com rapidez para o finalzinho, enquanto conto a porcentagem do que já li (e não do que ainda falta; y'know, sou adepta ao otimisminnho e o copo está sempre meio cheio). É totalmente idiota, mas é uma das poucas coisas que fazem manifestar um tiquinho de auto-estima nimim. As outras são ter as unhas e sobrancelhas bem-feitas. Ô mediocridade de mulherzinha.
A outra boa coisa (que na verdade é um vício, um vazio) é a identificação que rola com os personagens (acho que tenho quase certeza de que o certo é As personagens, porque assim me disse a professora Terezinha na segunda série, mas não consigo dizer assim; é muito artista teatral de esquerda, sei lá). Neste que estou lendo agora estou me identificando quase dolorosamente com algumas coisas, algumas aflições.

Os três últimos livros que li não consegui terminar nenhum (eu tentei algumas vezes formular esta frase de maneira melhor, mas não consegui e desisti rápido; alguém tem uma sugestão, por favor? Não que eu costume formular bem as frases, mas é que esta ficou de doer). O Morro dos Ventos Uivantes (72%), Uma Estranha Realidade (85%) e O Caçador de Pipas (esse eu parei na metade, mas na verdade não queria nem ter começado, pois segurá-lo me causava vergonha alheia de mim mesma; já não leio com a freqüência que considero suficiente, e ainda fico pegando essas coisinhas que estão lá em evidência nas livrariazinhas? Pelo menos devo começar pelos clássicos. Pelo menos pelos que sou capaz de ler). É uma merda ter iniciativa mas não ter acabativa. Difícil mesmo.

Marilyn Lennon

Ouvindo Holy Wood do Marilyn Manson neste final de semana. Fiquei feliz porque relembrei bons velhos tempos, bons recém-passados tempos e visualizei um pouquinho de futuro. :)
E foi gostoso perceber de novo a influência do John Lennon em Lamb of God.
"There was Lennon in the happy gun..."
"Nothing's gonna change the world..."

E eu simplesmente tinha me esquecido que Disposable Teens existia. Ah, como foi bom ouvir de novo a música que eu ouvia obsessivamente quando era uma disposable teen. :)

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Substituí meu celular por um novo celular velho.
Substutuí o vício em Snake pelo vício em Solitaire.

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I'm so anxious these days que não consigo pensar em coisas sobre as quais possa colocar aqui sem que Escombo fique nauseado.

I believe in miracles

É, nenhum ovni so far.
Mas quem precisa de corpos não conhecidos com aquela lua repleta de luz e encanto? Laranja, imensa, imponente, com nuvens negras dançando ao seu redor.
E então a lua foi embora (né, Dani?).

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Ah, Poder Universal, me perdoe pela impaciência; não sei como pude me esquecer que você não falha se bem manuseado.
A praga da mãe tá terminando de pegar da maneira mais deliciosa there is.
Ligações nas horas e ocasiões certas, silêncios ótimos. Looks like a miracle.
Quando fiz a lista do que eu queria em um cara não imaginei que (re) apareceria de maneira inusitada alguém que preenche 95% dos requisitos (e eu fui bastante exigente e específica nos sessenta e poucos itens!). Looks and FEELS like a miracle. :)

My whole new life's arriving -- a really empty post

Já são 12:40 e nada de ETs descendo aqui para trocar uma idéia cu nóis. Frustrating. Tinha colocado a trilha sonora perfeita para o evento: The Age of the Understandment do Last Shadow Puppets. :D É, Bruno, acho que era mesmo só um boatinho misticóide.

***

Sábado fui à Tribe asquerosona de novo, vi um perfeito cover de Marilyn Manson e enjoied the perfect company. :)
Vomitaram em mim, bati a cabeça num prego na parede... E mesmo com essas coisas bobas que acontecem às vezes (não vou nem mencionar Varandona), tenho muito mais motivos para sorrir do que para chorar. Na verdade, tenho um só motivo para sorrir, mas ele é tão imenso que é maior que quase tudo. :)

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Cheguei atrasada no escritório porque dormi mais que profundamente no ônibus. Passei uns 7 pontos. Acordei me sentindo doente; o sol estava muito forte.
E há 15 minutos eu estava comendo meu lanchinho no banco da praça (que acabou de ser reformada e está fofa) e alguma ave cagou na minha cabeça. Mas claro que eu não reclamo; só agradeço, afinal, podia ter caído no meu almoço.
Isso é que é ser otimista.

Impressões impressionistas - So come dance this silence down through the morning...

Na Joli com a Mª Marcolina tem um prediozinho cuja maltratada fachada tem um desenho que vergonhosamente não sei de onde nem quando é, mas que me lembrou perfeitamente um dos quados "Catedral" do Monet. Enxerguei a construção deliciosamente impressionista. Essa visão tão bela aconteceu ao mesmo tempo em que Richard Kruspe solava em Heirate Mich. Aquela última nota touches me deeply. Como me fizesse recordar o que não existiu, ou algo que existiu há muito tempo, ou faz parar o próprio tempo, tornando tudo eterno... Ah!... Essas modulações que não entendo racionalmente por (ainda) não ser profunda conhecedora de teoria musical mas com as quais me encanto...!

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Praga de mãe pega. Mas até agora só pegou pela metade; Poder Universal, cadê o resto, porra?

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Início de primavera frio e úmido. Meus dedos gelados e duros agradecem.
Passou um Mondeo grafite (nunca tinha visto; coisa divina) bem devagar na minha frente, me dizendo que nem tudo está perdido, e que na verdade tudo está ganho; precisamos (às vezes a contragosto só porque somos ceguinhos) perder algo que achávamos ser tudo para vir algo muito melhor.

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Às 8h 40min tocou Mr. Jones do Cowting Crows na Kiss, e devo dizer que foi uma das nostalgias mais intensas (porém efêmeras) que tive nos últimos tempos. Voltei automaticamente para 2001, quando meu sonho era ser a big star (e ainda é) e ter uma grey guitar (tenho uma black agora). Naquela época eu estava meio hipnotizada com Picasso (big parênteses -- fui na Bienal de Arte de 1996, quando tinha oito anos, e total pirei naquelas mulheres tortas; vi Paul Klee também, mas infelizmente só me lembro de um quadro azul acinzentado com flechinhas que acho que não vi depois de ter me tornado uma profunda admiradora desse pintor, que hoje está no meu top 10 de pessoas que me inspiram e me causam admiração. Da Bienal lembro também de uma sala com quatro telões, cada um exibindo um palhaço extremamente bored e preguiçoso, com cara de bunda. E não sei porquê eu não queria sair de lá nunca mais) e nem imaginava que um dia Bob Dylan estaria preenchendo meu medíocre About Me do orkut com uma estrofe estilizada de uma ótima (redundância) música dele.

All of the beautiful colors are very very meaningful...
Yeah, you know, grey's my favorite color
(ironicamente estou totalmente dressed in grey hoje)
I felt so symbolic yesterday
If I knew Picasso I would buy myself a grey guitar and play...

Something I should know.

Mania de perseguição.
Pensamentos positivos desesperadamente enfileirados.
Seemann tocando. Jetzt stehst du da an der Laterne mit Tränen im Gesicht.
"Talvez o futuro já exista", diz meu inconsciente me presenteando com a teoria que me gabo de saber enquanto minha consciência levemente manchada de remorsos antigos me alerta: "deixar de praticar essa teoria pode ser letal".
Chega de professoras gritando.
Chega de Varandona gritando.
E a escola está tão brochante que estou sem tesão até para fazer o trabalho sobre a Bauhaus.

Sonambulismos e pesadelismos

Estávamos minha mãe, minha irmã e eu assistindo Around the Bend (aqui no Brasil com o constrangedor título "Segredos de Família"). A Bia obviamente não agüentou (aproveitando minha querida trema que só viverá até janeiro) e capotou. Mamãe e eu vimos a pieguice clichê americana até o fim, provavelmente só por causa da canastrice do Christopher Walken e do perfil do ator principal cujo nome eu não memorizei.
Quando mamã foi acordar maninha...
-- Biazinha... Acorda; Vamos dormir na caminha, vamos?
-- Hmnnmnnmm... Quem é?!
-- É a mamãe, lindinha. Vamos para a cama.
-- Caraaaaaaalho... -- disse minha mana, como uma pudim de cana -- A tatuagem!!! -- disse enquanto apontava para o próprio queixo com ímpeto -- Aqui, aqui, ó!!! A tatuagem!
-- Vamos para a caaama, Bia! -- Minha mãe pronunciou entre estridentes gargalhadas.
-- Ai, mamãe... Vai tomar no cu. :) -- com a voz mais doce do mundo!
-- Putza... Não tô entendendo nada...
-- E não é para entender, mesmo!
Dormimos rachando o bico. É por essas e outras que sempre agradeço por ter a família mais maravilhosa do Universo.
Amo vocês infinitamente, buabuãs!

***

Sonhei que estava com minha mãe num sítio, conversando no quintal. Estávamos falando sobre móveis (fucking DI, fuck off) e ela chegou perto de uma árvore e começou a arrancar galhos até destruí-la toda, enquanto eu implorava para ela parar. Até então, eu estava com o corpo voltado para a casa (que era encantadora, por sinal). Quando olhei para trás, vi a pior e mais assustadora cena ever: infinitos troncos de árvore derrubados. Infinitos mesmo; um mar de árvores mortas. E era tudo escuro, as cores que meu subconsciente criou eram próximas do roxo e do cinza, tudo verdadeiramente triste. Gritei e chorei no instante em que pus meus olhos naquilo, e depois virei, sem coragem de encarar aquela desgraça novamente.

Finally getting out of Military Police

Can't believe how Mike Dooley discovered everything. But I can say that I'm really really greatful.


The cards of life are stacked in your favor, Debora. Overall, you're far more likely to succeed than fail, and to thrive than dive. Don't let the inevitable setbacks get you down. After all, having a To get out of Military Police and find a good job. is not asking for much!

Whirlpools of love,
The Universe



E meu coração está na temperatura perfeita.

Pieguice eterna

Ah, tudo está voltando ao que deveria ser.
And All that Could Have Been. And all that should happen.
Foi totalmente inusitado... Às vezes parece que tem algo errado acontecendo e não percebemos o que é. Perdi tanta coisa no meio do processo de "virar adulta". Uma coisa importante consegui achar de novo no maior acaso: reencontrei pessoas queridíssimas das quais me lembrava sempre, mas o tempo ou a preguiça ou qualquer merda da vida separou de mim: meus primos. Não são de sangue; sangue não é NADA. [cliche]Família de verdade é aquela que a gente faz das pessoas que realmente amamos e somos amados.[/cliche]
Cover de Rammstein, cerveja ruim, chão vomitado, gente feia xavecando. A vida é linda mesmo, não é?!
Esse reencontro depois de anos me fez enxergar coisas que não via há tempos.
Meninos tão queridos, beijos para vocês.

Pulling teeth - Anasthesia

O last.fm me presenteou com algumas das músicas que tocam mais fundo meu coraçãozinho:
Spacehog - In the Meantime, Semisonic - Closing Time, STP - Tripping on a Hole in a Paper Heart, Everclear - Wonderful. Thank you so much!

***

Semana já passou da metade; thank goodness.
Tô anestesiada de novo. Que chato. Prefiro até sentir dor do que não sentir nada.

E aí, Daniel Belleza; beleza?!

Hoje fui mais tarde para o escritório portque a chefa ia num cliente pela manhã e não tenho a chave. Peguei um ônibus super vazio e vi na rua uma moça com quem trabelhei na PM e uma senhora da biblioteca que eu freqüentava há anos. Totalmente nostálgico.
Fui assistir ao Rock na Vitrine, na Galeria Olido. Cérebro Eletrônico foi a primeira banda a se apresentar. Tem um toque de psicodelia 60's, letras inocentemente sacanas ew efeitos eletrônicos vindos de brinquedos. Encantador. Depois, entrou o Vampiros e Piratas, que é essencialmente rock n roll, mas com uma pegada mais hard rock e um clima pospunk graças ao teclado. O vocalista convidou sua esposa para cantar dois covers com ele, e que voz linda que a menina tem! Além de linda, é talentosa e estilosa.
A terceira banda foi a razão de eu ter saído de casa num domingo frio e nublado: Daniel Belleza. O show foi impressionante, esplêndido, excitante. Dani e eu estávamos sentadas exatamente na frente da banda, a 1,5 m deles. Tocaram Sinfonia em Sol menor, que eu adoro, Aonde (sic) estão as flores da sua cabeça, a nova Tangerinas Azuis e, depois de a pele do bumbo estourar (deu pena do batera, que ficou puto da vida) no meio da apresentação, tocaram Baby versão bossa nova, um cover do Velvet Underground (banda que morro de vergonha de só conhecer uma música -- Sweet Jane) e Blitzkrieg Bop. Perfect, perfect! Muito obrigada, corações em fúria; vocês preencheram meu coração de felicidade!

***

Sei que demorou muito para eu chegar a essa conclusão, mas me toquei de que falo demais. Preciso me tornar mais introspectiva e meditativa, pois além de irritar e ser inconveniente às vezes com minhas incessantes piadinhas, posso estar me prejudicando ao olhar muito mais para fora do que para dentro.
Quero ser stand-up comediant.

Alone and happy; not happy for being alone

É tão difícil eu ficar bored. Consigo transformar grande parte da minha rotina massacrante em diversão, em especial as viagens de ônibus, em que observo o sol nascendo e se pondo, as lindas vegetações nos canteiros, para tentar ao máximo abrir os olhos e a mente, para admirar a arquitetura fofa que têm algumas casas. Mas meu humor ácido e amargo faz parecer que sou desgostosa com a vida. No, I'm not. Mas é que preciso de certa intimidade e sintonia para conseguir dividir essas coisas bonitas. E eu quero alguém com quem dividir isso; essas minhas visões bobinhas mas bonitas do mundo. Porque tá ficando boring não ficar bored sozinha.

***

Assombração maldita; suma JÁ. Não mereço te ver nem em meu subconsciente, cara. Quando o ódio está sumindo, você ressurge das sombras e o faz crescer ainda mais.

Eu e meus marronzes e dores insensatas

No caminho do trampo para a escola tem uma loja cuja fachada é marrom (um dos marrons mais lindos que I've ever seen), e tem uma árvore gordinha linda e seca, cheia de galhos na frente. E mais: o nome dela é Tori!
Coisa bonita. Me deu uma paz de espírito, ao mesmo tempo em que me lembrou de que I've been here... Silent all these years. Silent all these. Silent all these years...

***

Voltei para casa deprimida porque meu mp3 tinha quebrado na escola (no meio do caminho ele ressuscitou), e para melhorar tudo, passei bem em frente ao lugar onde me casei com meu ex. "Casei". Foi uma cerimônia linda, cheia de cerveja e vinho. E só me tem aparecido gente que só quer uma pegadinha. Eu quero pelo menos duas pegadinhas, entendeu?
Agora vou pra casa me entupir de pudim de leite condensado que minha mãe fez.

Redescovering myself

Despite all my rage, I'm still just a rat in the cage
'Cos you're the one that I adore...
I'll always be your whore
I'll be a mother to your child
And a child to your heart
We must never be apart.

***

E aí passei por uma crise imbecil, chorei, joguei coisas longe, e logo em seguida fiquei leve, leve. Apesar disso, consegui fazer coisas que me dão prazer e alegria, coisas que eu não fazia há mais de dois anos, neste final de semana. Ouvir Black Sabbath é uma delas.

A Alegria

Na cultura egípcia da antiguidade, tinha-se por sabido que, depois da morte, e diante o portão de entrada no além, os deuses faziam duas perguntas e, pala qualidade das respostas, era assim decidido se o humano tinha direito a seguir viagem, ou devia retornar à Terra:

1) Você conquistou alegria durante sua existência?

2) Você compartilhou essa alegria, tornando alegres as pessoas com que teve contato?

Estas duas perguntas poderiam ser feitas todos os dias, antes de ir dormir e logo depois de acordar.

*

Quiroga , postado em 15 /8/2008 as 7 :9
há uma alegria que está atrelada à realização de desejos, em briga constante com a frustração, esta é uma alegria contaminada, porque é dependente de um resultado ................. há também uma alegria pura, que independe do porvir, emerge espontânea do contentamento com o presente contínuo.


Ah, Quiroga, thank you SO MUCH.
Vamos aceitar a sugestão?

Latinha em sarda

Ontem não teve aula. Fiquei toda serelepe e resolvi pegar trem ao invés de dois ônibus, só para ver o que era mais rápido. No caminho havia uma favela e fiquei assustadíssima com aquelas pessoas fazendo churrasco e tomando cerveja em frente ao barraco. Chegando na plataforma, vi um trem indo embora. Me falaram que demorava mais DEZ minutos para chegar outro. Achei um absurdo; metrô demora 4 no máááximo. Quando o próximo piuí chegou... Meu Deus... Eu fui empurrada lá dentro, e entrou mais MUITA gente, e já estava CHEIO... E depois na próxima estação entrou MAIS gente. Acho que ninguém está entendendo; era MUITA GENTE. Eu não conseguia me mexer, e mal conseguia respirar. Quando a velocidade diminuiu, meu corpo e o de todos os outros ficou num ângulo de 80° em relação ao chão, o que me assustou ainda mais. E a mulher que estava do meu lado começou a falar baixinho: "...Eu quero vomitar...", e eu: "Respira fundo!... Vamos lá... Inspiiiiira... Expiiiiira... Respira fundo, pelo amor de Deus!".
Uma experiência maravilhosa.

***

Quase todo dia eu vejo uma ambulância toda acabada da Prefeitura de Itapetininga na rua do escritório. No mínimo curioso.

I'm not afraid anymore...

E o fantasma (nada feliz) reaparece. SAI PRA LÁ!

***

Estou finalmente conseguindo voltar ao que eu era, para poder continuar com toda a força. Até Louise Hay estou lendo de novo.
Ah, show do Língua de Trapo, sábado. Bochechas doendo de tanto rir.
É, ler auto-ajuda me deixa ótima, mas totalmente vazia, criativamente. :)
Estou plenamente satisfeita com Insight do Joy Division.

The time's over!

Assisti ao show do Guilherme Arantes, no sábado. Altamente inspirador.

***

Tenho pensado naquela teoria do caos que Efeito Borboleta exemplifica. Conseqüentemente, fantasiando constantemente. E é uma delícia, até que acordo para o mundo objetivo e levo um tombo que deixa minha bunda dolorida por um tempão.
Como seria minha vida se eu tivesse tomado outras decisões, há alguns anos? Se eu tivesse sido mais ousada? Se tivesse aprendido a ouvir e seguir meus sentimentos mais puros e verdadeiros?
É tão mais fácil mudar atitudes do passado com a imaginação para vislumbrar como seria o presente do que tomar atitudes equivalentes no presente para criar algo no futuro! Parece que só percebo o que deveria/poderia ter feito quando o tempo já esgotou.

***

Comprei um novo relógio, depois dos meus dois únicos terem quebrado na mesma semana. E o tempo está cada vez mais me enganando.

Master of despair

Minha chefe falou "o Maluf rouba, mas faz".
Tive um sonho com o ex-marido e acordei o odiando. Sim, já me livrei desse sentimento vil, e agora ele voltou a ser só uma ótima lembrança longínqua pela qual não nutro sentimento nenhum a não ser gratidão (porque às vezes temos de fazer merda para aprender).
I've been waiting for a guy to come and take me by the hand... É escutando Joy Division que estou fazendo as últimas coisas pela primeira vez sem o cara que me abandonou. Acho que não falta mais nada, agora.

***

Eu sou desesperada. Queria poder dizer "eu era desesperada", porque atrapalho e irrito a mim mesma e a todos ao meu redor com isso. Sorry.

***

De repente me veio Master of Puppets na cabeça. Metallica tem um espaço muito especial no meu coraço. Lembranças vivas do segundo colegial, aquele 2003 cheio de lindas amizades e inúmeros mistérios. "Master, Master, promissed only lies..." Buni e eu costumávamos cantar essa música S&M version. E também Flight of Icarus e Aces High do Iron, Tears of the Dragon do Bruce Dickinson. Ai, ai.

Outras histórias

Sandman é genial.. Li Three Septembers and one January. Neil Gaiman criou, sei lá, uma espécie de mitologia de sentimentos e situações humanas. O sonho, irmão da morte, tem o balão de diálogo preto (Ciro estava comentando isso outro dia, dizendo que achava isso legal), a morte meiga e sábia, o desespero com seu gancho para enfiar no coração (esse me assustou!); maravilhoso. A Bia, minha maninha de 13 anos, já tinha lido dois livros do Sandman; bem que ela disse que era bom de verdade! E a dor, meio Willy Wonka, meio vendedor... Perfeitas todas essas metáforas!
Pelo que diz estre trecho "Keep it, Despair. Take it back with you, to the world behind the mirrors". O desespero mora atrás do espelho?

***

Las palavras (?) de amor... Let me hear the words of loooove...
Essa música do Queen me dá nos nervos.

***

Estou na metade do Alice do outro lado do espelho. Disney mistura os dois para fazer o filme. A história doi desaniversário está neste, e não no Wonderland.
A leitura está me agradando muito, mas não estou conseguindo me concentrar direito as viagens surreais; que desperdício. Pior que acho que o motivo nem é minha rotina passacrante. Eu é que me perdi.

***

Minha carência está tão ridícula que daqui a pouco vou começar a sonhar com personagem de desenho animado. De novo. Porque já tive um sonho com um deles, uma vez, aos 11 anos. E não foi com o Wolverine nem com o homem aranha. Foi com o Ash do Pokemon. Eu estava dirigindo uma moto, e ele na garupa, deliciosamente me encoxando. Pareço uma doente. Sonhos eróticos aos 11 anos!
É, na teoria eu fui super precoce; com 5 anos eu já sabia tudo sobre a produção dos bebês, em todos os estágios. Foi mais ou menos com essa faixa etária que, segundo minha mãe, um dia perguntei, com toda naturalidade do mundo, ao meu tio: "Você usa camisinha, né?!". Ora, eu já sabia que todos deviam se prevenir. E pelo jeito naquela época eu achava sexo casual a coisa mais normal do mundo, pois o que minha mãe respondeu à pertinente pergunta (meu tio ficou em estado de choque) foi: "Ele não usa porque não tem namorada; se tivesse, usaria".
Mas na prática sou uma atrasada. O famigerado primeiro beijo foi com 15 anos, e numa brincadeira de verdade ou desafio. Demorou mais quase um ano para ficar com alguém que realmente o quisesse. Nunca segui padrão de estética e comportamento na infância e pré-adolescência; era deslocada e tinha a auto-estima negativa. Agora continuo sem padrões, mas tenho ótimos aomigos e sou bem mais outgoing.

***

The days are just packed!
Não é só o título de um livro do Calvin and Hobbes; é a melhor definição de como está minha vida. E quer saber? No fundo, I'm loving it.

Perspectiva Militar

A chefe pediu para eu fazer um trabalhinho da faculdade para ela. Era uma escrivaninha. Tinha a perspectiva Cavaleira, Isométrica e ...Militar. Descobri que existe uma perspectiva militar. E sei que eu não tinha uma, senão eu não estaria (thank God) aqui. Estou até com medo de desenhar aquela coisa torta. De um lado, 60°, do outro, 30°.

***

Eu sou uma pessoa boa. Tenho bom caráter. Mas vira e mexe eu digo e faço coisas que não deveria. E então me sinto uma hipócrita filha da puta. E God knows I HATE hipocrisy. Só gosto da banda Hipocrisy; é bem legal. \,,/

***

Finalmente assisti Corra, Lola, Corra. Eu nem sabia que era alemão; que vergonha!
Fiquei tão inspirada que escrevi um monte de coisas poéticas desconexas no meu caderninho. Preciso cabular mais minhas aulas e assistir as de Design Gráfico.

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Meu Deus, começou a tocar Faith do George Michael na Antena 1 da chefe!
Coz I got to have faith, faith, faithaaah...

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Desculpa qualquer coisa...

Batata palha no ouvido

Tive um sonho bizarríssimo, noite passada. Nele, eu morava numa espécie de colônia de férias super bonitinha, e não precisava trabalhar; só estudar. Estava me arrumando na frente do espelho, quando vi que meu ouvido estava cheio de batata palha. Então, comecei a tirar aquilo tudo de lá, e minha orelha começou a sangrar. Doeu um pouquinho, mas consegui tirar tudo e ficou tudo bem. Eu tinha comido muita batata palha, e como a garganta e o ouvido são interligados, acho que ficou um pouco entalado lá. Ugh.
Que será que esse sonho quer me dizer?

Pense, Debora, pense

Ontem assisti aum documentário sobre Oscar Niemeyer, na escola, e foi profundamente inspirador... Porque é muito raro vermos algo que realmente nos faça pensar, no curso. Técnico tem esse problema: forma um desenhista que não pensa. É para pegar esquadros, lapiseira importada, fazer traços milimetricamente perfeitos, e pronto. Isso, se for SÓ isso, poda. É importante, mas não é tudo, at all. Graças ao vídeo, pude ver a arquitetura de uma maneira poética, realmente artística, como ela deve ser. E é isso que eu quero fazer. O mundo conspira para que eu pare de pensar, mas tenho de ser forte!

Um ano e tanto de atraso.

Escrevi este texto no auge da carência (a carência solitária), numa época de alta troca de leocócitos com gente vazia. Não termina, e nem é para terminar.

Digo, espero que não seja para terminar. Got it??
Segue:

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A Alanis tem uma música, 21 Things I Want in a Lover, que nunca ouvi, mas vou me inspirar nela e fazer uma lista de atributos indispensáveis em um cara, para eu deixar aqui e nunca me esquecer e cair em roubadas, mesmo com a carência berrando.

- quero que ele se divirta com pouco ou com nada, assim como eu. Que veja beleza e alegria nas pequenas coisas (nas minhas, nas nossas pequenas coisas).
- Criavidade. Nas palavras, nas piadas, e tudo o mais. É para criar novas coisas e alegrias comigo.
- Bom-humor. Meu humor é irônico, único, ácido, azedo, rude. Nada de cara com cu doce; não mais! Odeio até menininha frescurenta, que dirá homem!
- Bom gosto musical. Nem precisa gostar de exatamente tudo de que gosto, mas que ouça música boa. Música é muito importante para mim, então vai fazer sempre parte dos lugares que freqüento e das conversas.
- Bom-senso. Esse conceito é tão amplo e profundo que não sei nem se dá para especificar.
- Educação. Saber se portar, agradecer, dizer por favor... Coisa que todos deveriam saber (e praticar) desde sempre.
- Responsabilidade.
- Pontualidade. Odeio esperar. Quando chego antes (90% das vezes), tudo bem; levo algum livro, ouço música... Na verdade eu não odeio exatamente esperar; eu odeio é desrespeito de me deixarem ficar esperando. Dizer que vai chegar num horário e aparecer mais de meia-hora (isso com tolerância!) sem avisar é uma puta sacanagem.
- Otimismo. Esse é imprescindível. Ver o lado bom de tudo junto comigo pode ser muito legal. Sei que eu não conseguiria conviver com um pessimista por muito tempo.
- Disponibilidade. Não dá para namorar alguém que faz coisas por dia, com pessoas diferentes, e tudo isso sem minha presença. Não quero que viremos siameses, mas é preciso equilibrar os calendários.
- Família legal. Sofri muito no meu último namoro, por causa da sogra que era uma víbora filha da puta sem caráter. Não vou mais suportar gente pequena, mesquinha e siabólica no meu círculo de contatos. (lembrei daquela música do Taiguara na qual ele diz "só encontro... gente amarga mergulhada no passado..." nada de gente amarda!)
- Beleza. Uma beleza que me agrade, que certamente é quase oposta à comum e imposta. Mas sou meio homem; tenho que admirar fisicamente.
- Inteligência. Porque para eu conseguir ficar com alguém por mais de uma semana, preciso admirá-lo, e não tenho como admirar gente burra.

Humor na arte-com-letra-minúscula

Eu estava lendo uma matéria da revista KAZA nº 43 sobre o artista plástico Nelson Leimer, e olha que legal que ele falou: "Quando se vive em um mundo sem humor ele se transforma em uma arma". Li e achei genial, mas o editor da revista merece um safanão por permitir a publicação de uma frase ambígua dessas.
O mundo se transforma em uma arma? O humor se transforma em uma arma?
Acho humor TÃO necessário. Essencial. Mais; acho que é uma das coisas desta vida que nos permite expressar mais puramente nossa natureza divina. E ele também pode ser visto como uma arma, no sentido de ser uma ferramenta, para abrir os olhos para inúmeras verdades que se obscurecem com atmosferas estáticas, vazias e convenções sociais que estipulam comportamentos castradores, sedativos e cegos.
Mais uma frase do Leimer: "Ser artista é apenas mais uma profissão. Nunca escreva arte com letra maiúscula".

Música, emoção, razão

Houve uma época em que eu ouvia muito o With the Beatles. É o fiasco comercial da minha banda favorita; a única pessoa que já vi falando bem desse disco é o Supla (e isso me fez admirar ainda mais o papito -- esse cara é foda).
Naquele tempo de vício, a faixa que eu mais escutava era I'll Follow the Sun. Que melodia tocante!
Aliás, lendo Paz, Amor & Sgt Pepper, comecei a dar mais valor para o Paul. Como nunca fui com a cara dele, era preconceituosa. Mas agora estou começando a perceber que as canções do Macca são as que me tocam mais fundo. Creio que seja porque eu, que apesar de amar música e viver com minha alma mergulhada em pensamentos musicais e composições, sou muito surdinha, ainda. Muito instintiva, de modo que somente uns 20% da minha percepção musical é racional. meu lado músical intuitivo (80%), é muito mais sensível a melodias e modulações de tom do que a harmonias, arranjos, e tal.
Mas talvez isso também se deca ao fato de eu ter começado a ouvir Beatles muito novinha -- aos onze anos, e não ouço mais com tanta freqüência desde os quinze, fatop que me causa culpa e vergonha.
No livro, George Martin comenta que Paul era o cara das melodias, e John era das harmonias, com palavras jogadas.
Uma das melodias/letras do Paul que mais enchem meus olhos d'água:

"And he never listens to them
He knows that they're the fools
They don't like him
The fool on the hill
Sees the sun going down
And the eyes in his head
Sees the world spinning 'round..."

Éstá na hora de eu deixar a razão e a emoção se equilibrarem na hora de apreciar arte, né? Falando nisso, ó o trecho de Sidarta, do Herman Hesse, que grifei hoje no busão:
"(...)Uns e outros, os pensamentos tanto como os sentimentos, eram coisas bonitas. O derradeiro significado fazia, porém, atrás de ambos. Era preciso ouvir os dois, brincar com êles (sic; edição de 1968) sem desprezá-los nem superestimá-los".

Dom ou mau-gosto?

Outro dia a queridíssima Profª Lúcia nos entregou os trabalhos do semestre passado (ganhei nota máxima em 80% deles, lalala la), e um deles estava com um comentário. Fiquei tão feliz quando li "Que puta dom, hein!", que quase enfartei. Depois, quando fui observar os trabalhos com mais atenção, percebi que o comentário, na verdade, era "Que puxador, hein!". Me gustan los puxadores redonditos, ora. Quanto preconceito!
Um beijo especial para essa pessoa querida que zoou meu gosto duvidoso. Provavelmente não lerá isso, mas merece uma homenagem. :D

Tempo surreal

Depois de tanto falar desesperadamente sobre tempo, hoje meu relógio parou. Observei que um fiozinho vinho da minha blusa de lã estava prendendo os ponteiros num emaranhado no eixo. Como o maldito atravessou o vidro, eu não sei. Sei que quando vi isso e comecei a tentar desvendar o mistério, imediatamente o telefone tocou (e parecia estar tão mais alto que de costume!) e me assustei. Saí correndo para atender, derrubando tudo. Ao voltar, vi meu relógio querido desfalecido no chão de porcelanato (gente, porcelanato é tudo; de fácil manutenção sem aquela frieza que esses pisos em geral têm -- desculpa, minha alma de Designer está se evidenciando às vezes), com o vidro quebrado em dois, do lado. Tirei o fio de lã, e preferi parar de pensar nisso; mais tarde preparo o cortejo fúnebre.
O mais engraçado (ou irônico? Aliás, O Lado Irônico da Vida é tudo; May Dave Berg rest in peace) de tudo é que percebi o fio intruso no relógio exatamente na parte de Alice no País das Maravilhas em que o chapeleiro maluco fica falando que o relógio dele só mostra anos e meses. E eu, que sempre penso no tempo, fiquei viajando bonito. Não parece um sinal? Só queria saber decifrá0lo. Pelo visto Lewis Carrol está me fazendo o imenso favor de tornar minha vida cada vez mais surreal. Thank you, Mr. Carrol (estou certa de que li alguém falando isso da desses; se for você, pago copyrights, é só mandar o número da conta).
E pessoal... Já sabem o que me dar de aniversário, né? Sou um bocado militar, ainda; detesto me atrasar.

O (meu) tempo

Uns minutos, um período, um dia, uma semana... Mês que vem eu faço, ano que vem eu começo, daqui a dez anos eu queria...
Estou com medo de não fazer tudo o que quero nesta vida aqui. A adrenalina está altíssima; meu coração saindo pela boca, o estômago doendo e na garganta há um nó.
Será que vou conseguir ler tudo que quero?
Quero todos os clássicos e também os lançamentos.
Será qu vou conhecer todos os lugares que quero?
Não preciso conhecer o mundo; só quero descobrir nos lugares as coisas escondidas em mim. Claro que eu conseguiria encontrá-las sozinha, onde estou, mas quero variar as técnicas de descoberta.
Será que vou conseguir ouvir tudo o que quero?
Beethoven, João Sebastião Bach, Mozart, Scarllati pai, Scarllati filho. Todos os thrash metal que ainda não escutei, as bossas novas que nunca ouvi (aliás, nunca ouvi NENHUMA bossa nova)...
Será que vou conhecer tanta gente quanto quero?
Gente inteligente, criativa (tempos modernos do Lulu para este parágrafo), com as quais eu aprenda coisas completamente novas e boas?
Será?
Sei lá...
Não sei nem se vou viver até semana que vem!
Às vezes nem consigo dormir porque quero ficar fazendo TUDO. Nunca sei quando é hora de viver um tempo subjetivo; quero produzir e/ou absorver THE WHOLE FUCKING TIME.

Ódio, ridículo

Não sei o que acontece comigo... A TPM já acabou e mesmo assim continuo sentindo, eventualmente, ódio extremo por certas besteiras. E sabe, isso tamném me dá ódio. Ainda bem que só fico assim co coisas superficiais, portanto, perdôo logo a situação e me acalmo, esquecendo o motivo pelo qual me deixei levar (e ser praticamente enganada) por emoção tão ...ridícula. Porque acho que não existe coisa mais ridícula, no pior sentido que a palavra pode ter, do que sentir raiva ou ódio.
Um dos heterônimos do Pessoa, vergonhosamente não me lembro qual, disse que cartas de amor são e TÊM de ser ridículas. E devo dizer que desse ridículo eu gosto, e bastante. Porque esse "ridículo" é o que não tem medo, o que faz coisas inusitadas, o que cria, o que está à frente do agora, o inovador. O ridículo do ódio é mesquinho e medroso; constrangedor.

Minha única pipa, a que nunca realmente tive

Finalmente consegui enxergar o óbvio: me atraio por constância, rotina e estabilidade por causa da minha inseguramça (tanto em relação a mim mesma quanto ao mundo).

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Ontem fiquei ociosa no serviço, e comecei a ler O caçador de pipas, que está na estante da chefe, quando ela saiu para resolver coisas em obras. E comecei a me lembrar da única pipa que tive, aos cinco anos. Papai me levou à papelaria e eu escolhi o peixinho cor-de-rosa. Fomos à pracinha perto de casa pra mór di empinar. Quando ele a colocou lá no alto e me passou a linha... Já era apenas uma linha. Algum moleque filho da puta roubou a pipa de mim.
Olhando para trás, acho que foi a primeira grande frustração da minha vida.

My dead dad

Escutar Eric Clapton é escutar meu pai. E tenho me lembrado tanto dele, ultimamente. Ele tocava guitarra maravilhosamente; era talentosíssimo. Minha história com ele foi meio louca, Eu tinha oito anos quando meus pais se separaram, e depois disso meu pai começou a beber ainda mais, fazendo com que nossa relação se tornasse conturbada... Quando eu tinha treze anos, ele morreu. Atropelado, num dia em que ele foi para o serviço sem que precisasse ir. O laudo do IML dizia que não havia álcool no sangue dele (e eram umas dez da noite). E mais assustador: eu não o via há seis meses quando isso aconteceu.
Comecei a tocar quando fui buscar as coisas dele na casa da minha vó (o violão, inclusive).
Às vezes me sinto culpada por não me dedicar tanto à guitarra. É como se fosse minha obrigação, minha missão, continuar a tocar, com o sangue dele, com a alma dele.

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Acabei indo sozinha-inha mesmo no DJ Club. Foi legal, mas não tanto quanto o seria se meus amigos queridos estivessem comigo... Pelo menos não vi o ex lá. Já é uma vantagem.

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Semana que vem começam as aulas com a corda toda. Último semestre. Concurso da Viver Bem. TCC. Medo.

Saudade do futuro

Sabe quando você troca meia-dúzia de olhares com alguém no busão e acaba não trocando nem uma palavra com ele? E aí você fica pensando que ele poderia ser o amor da sua vida? E você sabe que provavelmente nunca mais o verá de novo. É angustiante. Mas é melhor do que nada acontecer.
I wish I could laugh... But that joke isn't funny anymore...
Hoje seria meu último dia na pm se eu não tivesse pedido baixa antes. E aí passo em frete ao panelão e fico nostálgica e saudosa... Lembrando das aulas de Direito Administrativo, nas quais eu ficava lendo Augusto dos Anjos com um dicionário na mão, fazendo um mini-glossário no rodapé de cada página. Bons tempos.

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Hoje vou all alone para o DJ Club, já que ninguém quis/pôde ir comigo. Espero conseguir chegar viva lá.

Descobertas

Hoje de manhã ganhei um presente: um céu cinza-azulado enfeitado com uma lua recém-minguante. E a árvore (que fica em frente à minha janela e invade a sala às vezes) ajudou a compor a linda cena.
O dia está bonito. As cores estão mais suaves, sutis e escuras. E está um clima que desagrada 90% das pessoas, deixando-as todas quietinhas, o que me proporciona ainda mais tranqüilidade nas viagens de busão.

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Comecei a ler Paz, Amor e Sgt. Pepper, e a cada parágrafo, George Matin me emociona e me faz uma menina mais feliz e nostálgica. Onde foram parar esses conceitos de paz e amor que eram tão vivos dentro de mim? Espero que a leitura me ajude a encontrá-los, me ajude a me reencontrar.

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Ontem joguei Sega Soccer com o Ciro no meu lindo megadrive. Ganhei de 10 a 2, uhuuu! Gritei tanto que hoje acordei com dor de garganta.

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Hoje aconteceu um troço louco. Uma coisa com a qual eu sonhava desde pequena.
O escritório em que trabalho é uma casa antiga, que está sendo reformada. O lavabo ainda está sem porta, nos obrigando a usar um banheiroinho dos fundos, que é zoadinho e sem eletricidade, dentro de um quartinho cheiuo de bagunças empoeiradas. E pela primeira vez, hoje vi que há uma porta do lado esquerdo do quartinho, mas da qual, pelo fato de o lugar ser escuro, eu nunca tinha me dado conta. Acendi a lanterna do meu celular para ver o que havia lá, e vi uma escada de madeira. Fui entrando devagar, e quando cheguei lá em cima vi uma sala com um rack sei lá, dos anos 60, uma tv dos 70, um sofá tão velho com botonês caindo, tecido desbotado e estampa ultrapassada. Num dos quartos havia um conjunto de móveis escuros e cheios de rococó que devem ser dos anos 50 ou 60; tinha penteadeira, cômoda, guarda-roupa... E a cama de casal era bem grande. Tudo escuro, empoeirado... Assoalho e teto de madeira...
Desde sempre eu fui muito curiosa e fuçona. Isso inclusive já me levou a vasculhar muitas coisas que não deveria. Esse impulso foi diminuindo e sendo controlado conforme fui crescendo, mas até hoje, quando vejo uma casa antiga e mal-tratada, fico me remoendo, morrendo de curiosidade. Tenho vontade de ouvir histórias sobre ela, ler cartas dos moradores, abrir caixas com fotos, abrir gavetas... É de gente estranha, mas é como se eu quisesse descobrir algo dentro de mim mesma. Eu sempre fui sedenta por descobertas. Não grandiosas, mas bonitas, singelas, que significassem algo para mim ou para alguém.
Que experiência maluca e inspiradora.

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Descobri que minha chefe é psicóloga. E escorpiana. Ainda não sei se isso é bom ou ruim, mas ou é muito bom ou é muito ruim.

Quanto tempo o coração leva para sabeeeeeeer... Que o sinônimo de amar é sofreeeeeeer?

Na volta do serviço, peguei o Bresser para ir de metrô e chegar mais cedo em casa na minha última segunda-feira de férias. Aquele micro-ônibus me assustou; estava muito muito lotado. No ponto final eu estava quase escapando pela janela, e olha que eu fui de pé! Foi uma experiência de verdadeira união com as pessoas...
Mas, sortuda e iluminada que sou, me aconteceram duas coisas legais: primeiro alegrei o dia do moço que segurou minha sacola, mostrando o lado bom daquela coisa lotada.
-- Pelo menos o asfalto não é esburacado, o ônibus é bom e o motorista também, o trânsito a essa hora ainda não está tão ruim... Poderia ser beeeem pior!
E ele sorriu. Fiquei feliz; queria fazer sempre alguém sorrir.
A segunda coisa legal é que entre as melecas auditivas que tocavam na Gazeta FM (que idéia de jerico essa de colocar rádio no busão), pude ouvir Sinônimo do Chitãozinho e Xororó com o Zé Ramalho, e comecei a lembrar da balada de sexta e do moço que não me ligou nem vai ligar. E acho que não vou ligar também. Puá.

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Há uns dois anos e meio, bem no começo do meu namoro com o Marcos (meu único namoro, after all), eu freqüentava o Sesc Santana, pois estava desempregada e cmo tempo de sobra. Todo dia ia lá, com livrinho do Pessoa embaixo do braço. E lá conheci um menino esquisito que ia lá todo dia também, que falava com um sotaque de lugar nenhum, tocava órgão e era mórmom, e vivia querendo me doutrinar. Certo dia, ele olhou no fundo dos meus olhos, gaguejando e tremendo, e disse:
-- Você é uma moça muito legal... Inteligente... Bonita... -- o cara me achava inteligente. Ele dizia "a gente vamos", então é claro que eu era inteligente perto dele.
-- Obrigada -- sim, com essa frieza.
-- Será que a gente podia sair, um dia desses?...
-- Não, não; eu tenho namorado.
O moço ficou de todas as cores possíveis e depois disso desapareceu.O ponto é que ontem eu estava falando com minha mãe sobre o tamanho crescente da minha carência, e lembrando de alguma possibilidade de gente para a qual eu posso ligar.
-- Mãe, lembra do mórmom?!
-- Ah não, Dé! Você não pode estar tão carente assim, meu! Você já chegou a esse ponto?!
-- Porra, mãe! Claro! Fiquei com um cara parecido com o XORORÓ às 5h! Claro que eu já cheguei e até passei desse ponto!
Shitzm.

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Hoje fui a condomínios chiques, medir halls, conferir obras. Na volta, passamos numa loja de iluminação que me fez sentir uma deandertal esfomeada. Mas foi legal; pelo menos não fiquei o dia inteirinho sozinha no escritório. Aliás, essa solidão toda daqui a pouco vai me causar uma depressãozinha básica, of that I'm sure.
Sem namorado, sem colegas. Snif.

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Mais um post mal-escrito por falta de temp para revisão. Sorry 'bout that.

Lindas tragédias

Como é bom escolher ver o lado bom das coisas. Não só "lado bom". No meu caso acho que seria um "lado poético". Acordo às 5h30, pego o primeiro ônibus uma hora depois, o segundo às 7h10, para chegar umas dez para as oito no escritório. E o caminho na Paes de Barros me permite ver, na ida, o sol começando a aparecer atrás dos prédios, e na volta, o sol se pondo. Que delícia é o inverno. O deste ano está particularmente bom -- tempo seco, sol, frio.
Ir para o serviço assistindo o Sol nascer, escutando Smiths (Shoplifters of the World seguido de There is a Light That Never Goes Out), lendo Eram os Deuses Astronautas? só não é melhor do que voltar para casa, sentada, assistindo o Sol se despedir de São Paulo, ouvindo QOTSA (Feel Good Hit of the Summer seguido de In the Fade) e fazendo Sudoku. Dá quase para esquecer os dois foras da última semana. Aliás, parece que TUDO aconteceu nas duas últimas semanas. But I can't complain; detesto marasmo com tanta força que prefiro até tragédias do que estagnação.
Ah, na verdade eu sei algo melhor ainda do que tudo isso: uma loja cujo nome é URHAIA HIPP Jeans Wear, hahahaha... Fiquei rindo sozinha no bumba que nem doida!

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Hoje é dia de dançar muito e alterar a consciência quimicamente no DJ Club, iupi!

Oo

A festa da Hérika ontem foi maravilhosa! Muita gente inteligente e engraçada e aniversariante magavilhosa. Foto
A única coisa chata foi que ontem eu dormi ótima, e hoje acordei com conjutivite. Parecendo o Tom Yorke. Comprei óculos escuros, e agora estou parecendo o Bono.
I'm so anxious, waiting for the boy with the plush tiger name's call.

Novas inspirações e visualizações

Meu último final de semana passou super rápido, mas teve uma vantagem evidente sobre os outros: só fiz desenhos artísticos (nada de esquadros, réguas T ou legendas -- apesar de que adoro fazer legendas; acho terapêutico) e assisti dois filmes fabulosos (mesmo!): Em Busca da Terra do Nunca e O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, um no sábado e outro no domingo. Eles foram verdadeiros remédios para a falta de ânimo que eu estava tendo com a vida. Me tiraram aqueles óculos que me faziam ver o mundo cinza, tanto física como psicologicamente. Porque essas duas obras são bonitas em todos os sentidos. Fotografias lindas, roteiros lindos, atores lindos, sons lindos. E antes eu fazia minha vida daquela forma, sempre. Até mais bonito ainda. Antigamente eu conseguia fazer isso todos os dias. Inventava cores que nem existiam, em minha vida. As mais bonitas e divinas. Não precisava de alucinógenos; eu mesma modificava minha consciência com artifícios mentais, não químicos.
Tinha me esquecido de criar todas essas coisas belas, porque o Amor apareceu em minha vida, há dois anos e meio atrás. E então eu fiz uma coisa até desleal com nós dois: senti-me tão, tão bem, que coloquei na mão dele todas essas cores, esperando que ele as criasse para mim, todos os dias, porque eu criava cores para ele o tempo todo. Mas talvez ele não conseguisse enxergar todas. E aí as cores foram ficando meio apagadas, eu acho, mas nem percebi. Mas também, o que eu queria? Parei de criar cores para mim mesma! Que tolinha... O que importa é que agora é minha hora de criar cores e mais cores em tudo. E eu sou quase especialista em criar coisas boas da merda. Sou tipo uma florzinha singela nascendo do estrume.

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Minha querida mamãe gravou para mim uma entrevista da Elke Maravilha no programa Mulheres da Gazeta. Eu quase chorei de emoção. Não há palavras para descrever como essa mulher é maravilhosa e qual é o tamanho da minha admiração por ela. Gosh. Isso vai ficar gravado para sempre, para quando eu me esquecer de certas verdades do mundo.

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Estou de férias e esperando alguém me chamar para tomar uma cerveja.

Férias!

Ontem foi meu último dia de aula. Terminei as vistas do projeto de Escola de Dança de Salão (aliás, eu sei que poderia ter feito um projeto melhor; o escritório ficou gigante, a recepção também, e o salão ficou meio pequeno e esqueci de fazer as barras. Na verdade não esqueci; pensei que só houvessem barras em aulas de balé! Santa ignorância...) na primeira aula, entreguei para a professora (que está com raiva de todos nós, não sabemos nem porquê) e fui para o pátio ler meu livrinho. Encontrei el muchacho bonitito del primeiro año (eu e meus amigos do técnico adoramos portunhol tosco) e conversamos all night long. Não vou nem falar que meu coração esquentou, porque estava um frio tão desgraçado que eu não conseguia nem falar sem bater um dente no outro, tremendo. Mas foi deveras divertido; meus olhinhos brilharam. :-)
Agora vou começar a fazer as coisas de que tanto gosto e tinha me esquecido. Tentar terminar o livro do Brian Greene que o Renato (do link ali nos favoritos) me deu de aniversário, terminar o Morro dos Ventos Uivantes que minha querida chefe, a única legal de verdade, me emprestou, arranjar as músicas do Aqui que Ciro e eu já compusemos, treinar muito para tocar na velocidade do Steve Vai (hahahahaha), e ouvir as coisas que não tinha tempo de ouvir. Hoje mesmo já baixei a 4ª do Beethoven. Fazia mais de ano que eu não ouvia; estou emocionadíssima. Simplesmente amo o primeiro movimento. E claro, vou fazer meus crochezinhos de que tanto gosto para comercializá-los em breve no site da minha querida e talentosíssima amiga: Sandri Presentes, e em meu blog de artesanato: KOT, que ainda não está funcionando.

Coincidências pelo telefone

No dia seguinte ao que fui deliberadamente abandonada pelo meu até então namorado, um número desconhecido me fez uma chamada no celular.
-- Alô?
-- Ooooi, minha deusa!
-- Er... Você ligou para o número errado...
-- Ah é?... Não é a Adriele?
-- Não.
-- Ah... Desculpa.
E então eu fiquei chorando, pensando "como ele é fofo com a Adriele; e eu estou aqui, sofrendo por ter levado um implícito pé na bunda". Desde então esse carinha da Adriele me ligou umas três vezes (em todos os finais de semana).
Ontem foi bem engraçado, porque não é possível ele discar o número errado com uma freqüência tão regular.
-- Alô.
-- Alô... É a Adriele?
-- (giggling) Não... você ligou para o número errado...
-- Ah... Hehe... Descuuulpa... :-) (sim, ele estava sorrindo; dá para perceber pela voz)
E desliguei logo, mas percebi que ele ia falar algo. E a voz dele é muito bonita. Muito muito bonita.
Qual é, mermão? Eu não sou a Adriele, cara; você sabe! Pare de me ligar com essa voz apaixonante, porque estou muito sensível, ainda! Ou será que é uma conspiração do meu ex-namorado? É uma incrível coincidência o fato de a primeira ligação ter sido um dia depois dele romper.

***

Sexta-feira passada foi um daqueles dias com tantas coisas boas marcadas que elas têm de miar. Ia no Morrison Rockbar com minha amiga e o irmão dela, e no fim miou. Ia depois, beber cerveja com a Dani e o menino bonito do primeiro ciclo, e ele deu um cano. Minha futura (fé!!!) chefe disse que ligaria e não o fez. Ainda bem que consegui chegar em casa.
Hoje acordei super radiante, e assim continuei, até saber que o tempo estava desse jeito: chuvoso e gelado. Adoro frio, mas já tinha separado roupas não adequadas para 11°C. Fiquei puta da vida. E quando estava me preparando para sair, vi pela janela meu ônibus passando, lotado. Fiquei ainnnda mais puta. Um típico dia de tudo dar errado. Mas então logo que fechei a porta do prédio, o próximo ônibus passou, e com um lugar reservado especialmente para mim. E comecei a acreditar que poderia ser, ainda, um bom dia. Agora só falta eu saber quem estará no refeitório e conseguir terminar os cortes e as vistas da porra do estabelecimento de dança de salão que tive que projetar para o dia ser perfeito. :-)

There's Nothing Left to Lose

Lately I'm getting better
Wish I could stay sick with you
But there's too many egos left to bruise
Call it sin, you can call it whatever,
Eating deep inside of you
Well if it were me it's all I'd ever do


Ouvir Foo Fighters é uma terapia. E agora, I really ain't got nothing left to lose. Na verdade eu tenho sim, a perder: medo, insegurança, dependência. Tudo está melhor para todos os envolvidos, e todos têm somente coisas ruins a perder.
E eu tenho algumas coisas a ganhar...
A minha futura chefe ainda não ligou, portanto, as mandingas e rezas brabas continuam!
Férias chegando. Quinze dias livre de perspectivas, layouts e TCCs.

Painful...

Depois do último comentário, eu brochei. Brochei de tudo, porque o que eu achava que era não era, e o que eu achava que não era, era. Fodeu tudo. Meu coraçãozinho bate mais rápido de agonia e as borboletas desmaiaram. Bem que eu devia saber que não é legal ficar falando da vida pessoal em blog, ainda mais porque eu sou exagerada e vejo tudo com lentes de aumento, tanto as coisas boas, quanto as ruins.
Mas eu não tenho maus sentimentos, e nem más lembranças. Eu só guardo as coisas boas, o que me fez, inclusive, sofrer ainda mais com o abandono. Eu tentei. Não quis falar comigo. O que eu deveria fazer? Me descabelar e ajoelhar? De novo? Meu amor próprio precisa aparecer em alguma hora. Acho que alguém que não quer falar nem ver outra pessoa simplesmente não gosta dela. Parece tão óbvio para mim! Quando eu gosto, eu quero ficar junto, E SEEEE eu precisar de um tempo sozinha, eu AVISO, porque procuro ser alguém educada e respeitar e considerar as pessoas, ainda mais as queridas.
Acho que agora parei.

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Meu filho Mingau Motorhead está uma graça! Eu comentei aqui que a Marie chegaria num sábado aí, mas na verdade Maria é João. O cara confundiu o séquiço do bichano. No começo meu filhinho era rebelde; nos arranhava quando queríamos dormir, era hiperativo. Agora acalmou, pede carinho, e mia tão lindamente!

Coincidência e fé

Eu estava ouvindo um cd do London After Midnight, a faixa Where good girls go to die, no fone de ouvido aqui no serivço. A bateria é super marcada, deliciosa, e na hora da virada "tá, tá, tátátá!", meu colega, que estava do meu lado, tamborilou a mesa e-xa-ta-men-te no mesmo ritmo. E ele não estava ouvindo! Que mágico!

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Falei da entrevista que fiz na semana passada e não recebi retorno, no post anterior. Pois eu liguei para a Designer ontem, na maior cara de pau. Porque eu tinha sido burra o suficiente de não ter levado meu portifólio... A pessoa quer trabalhar com desenho e não leva o portifólio. Que burrice. Mas então eu propus outro encontro para ela ver meus trabalhos, e hoje às 15h30 eu estarei lá na porta do escritório. E se alguém ler isso aqui até lá, façam novenas, mandingas e orações, por favor. :-D Os desenhos que vou mostrar são muito bons, mas uma rezinha braba pode dar um empurrãozinho, quem sabe?

(O título do post parece tão sério, que achei muito engraçado.)

Número do elevador

E no meu cochilo da hora do almoço de ontem, não é que eu sonhei com o moço com nome de tigre de pelúcia? Eu e meus devaneios... Acho que não vale a pena, que não aconteceria nada AT ALL, but my heart keeps on fooling me.
E agora estou meio deprê porque ficou meio óbvio que meu coração bobo não é correspondido, e é tão frustrante... Tenho que relaxar e mentalizar as mesmas coisas que mentalizei quando o cara que era meu namorado há mais de dois anos simplesmente desligou o telefone na minha cara e SUMIU: "Se não é com ele, é porque tem alguém melhor para mim, somewhere". Mas Deus, eu nem quero alguém melhor, eu nem quero alguém por muito tempo. Só queria que alguém gostasse de mim de vez em quando. :-P Eu sou uma menina tão legalzinha!
Maybe I'm amazed of the way you fool me all the time, hold me all night, maybe I'm amazed of the way I really need you... Ouvir Paul McCartney fase boa e chorar um tiquinho por dentro é tão bão.
E outra noite eu tive um sonho terrível. Estava no shopping, toda maquiada, salto alto, cabelo arrumadinho, porque estava trabalhando num lugar chique. E para compor a produção, eu estava enrolada numa toalha molhada e pequena, que não cobria todas as partes despudoradas de meu corpo ao mesmo tempo. E então eu procurava o banheiro para poder me trocar ou simplesmente me esconder, e não encontrava no fucking way! E aí tinha homem me xavecando e querendo me catar porque estava conseguindo ver minha bunda, mulher rindo da minha cara de pavor... Que horrível! Detesto esses sonhos que tenho quando estou ansiosa.
E olha a música que começa agora: "Baby I'm yours... And I'll be yours until the Sun no longer shines...", um cover que o Arctic Monkeys fez de sei lá quem. Uma fofura melosa, grrr.
Putz, quinta-feira passada fiz uma entrevista. A mulher falou que ia me ligar até segunda e... Bem, ela não ligou. E eu queria MUITO esse emprego. E ainda quero.

***

Esta noite tive um sonho engraçado. Tinha conhecido um cara no ônibus, e ele era bem bonito, mas não o meu tipo; era loiro e alto. Começou a puxar papo, e ele era incrivelmente culto, de modo que me derreti. E então eu pedi o telefone dele, e ele falou: "Anota o número do meu elevador!"... tipo... número do elevador???... E eu falei "ah, tudo bem, passa aí", como se fosse uma coisa completamente normal! E então ele começou a falar, e os números de elevadores pelo jeito tinham 24 números, pois ele falou 6 grupinhos de 4 dígitos para mim, que não conseguia anotar no fucking way. Eu ia escrevendo um embaixo do outro, e aí ia para cima de novo e perdia a noção da ordem... Acho que meu subconsciente não entende linearidade (?), porque eu simplesmente não consegui escrever um grupo atrás do outro. Por que será? E aí eu acabei desistindo de anotar o número do elevador dele e resolvi escrever meu e-mail. Quem disse que eu conseguia acertar meu e-mail? Uma hora eu escrevia dborhelena, outra hora escrevia deboraelena, outra, deborahelenareznnnde... oO' e para escrever g-m-a-i-l? Foi um sufoco! Depois, sei lá, da décima vez, consegui escrever inteiro, mas rasurado.
Número do elevador é FODA...

Back in Black

Faz tempo que não posto. I knew that it would happen. Tanta coisa mudou nesse meio-tempo. Primeiro pensei que seria a pior época da minha vida, e depois de quatro dias percebi que este é o começo de uma nova e maravilhosa era para mim e minha família.
Primeiro, aquele sonho do último post se concretizou, mas não daquele jeito como um filme americano. Pareceu mais uma novela mexicana. E mais um monte de merda foi acontecendo, efeito dominó. Depois de uma semana tudo começou a melhorar! E agora inúmeras coisas boas estão acontecendo, fresquinhas! Oportunidades profissionais, pessoas ótimas entrando na minha vida, algumas outras tão ótimas quanto reaparecendo nela... Alegria pura!
Estou sentindo frio na barriga depois de tanto tempo. Acho o entusiasmo um sentimento quase necessário. Estou grata de poder experimentá-lo novamente.
Mais três semanas de aula e de loucura total. Milhões de trabalhos que consumirão 80% dos finais de semana. A recompensa está próxima; nas férias eu vou ler muito, sair muito para dançar, ir muito na igreja, e, principalmente, compor muito e tocar muita guitarra. O Aqui vai de-co-lar, people. You'll all see.
Como pode alguém ficar ouvindo "I was happy in the haze of a drunken hour, But heaven knows I'm miserable now" e ficar felicíssima? Acho que é porque a minha situação é exatamente oposta a isso.
Thaaaank, God!

Nightmares at sleep and woke up

A Marie chega lá em casa sábado. Adotei uma gatinha de um cara aqui do trampo, cuja gata deu cria.
E aí chega meu chefe (outro, não o do primeiro post; tenho coleção de chefes aqui, hehehe) e começa a falar que gato se apega apenas ao lugar, e não ao dono. E que gato é um bicho traiçoeiro.
-- O senhor já teve gato?
-- Não.
-- Ah.
Of course not. Aí eu falei "cachorro é que é um bicho BOBO". E interesseiro. E dependente. Aí eu ia começar a falar que, aliás, as pessoas confundem muuuuito dependência com amor, inclusive nos relacionamentos humanos, mas então, thank God, eu fiquei quietinha. O assunto ia se aprofundar muito, o processador Pentium 2 dele não suportaria (eu também detesto essas piadinhas informatiqueiras, mas aqui é praticamente impossível, porque se você não usar essa linguagem para TUDO, NINGUÉM vai entender, porque só entendem ISSO aqui. SÓ. E nem tanto quanto deveriam.
Anyways, eu gosto de cachorro, apesar de ter um pouco de medo deles. É muito legal como eles nos entendem, é um relacionamento muito feliz.

***

Tive um pesadelão: tinha combinado com o Marquinhos de ele ir lá em casa sexta à noite. O esperei até a manhã seguinte, quando chegou lá como se nada tivesse acontecido. Briguei com ele, e ouvi um monte de groselha de término de namoro por causa da minha "mania de controlar" (duro lembrar que algo nesses moldes já aconteceu comigo). E nosso casamento estava preparado para o dia seguinte.
Depois todo mundo no buffet (meu CASAMENTO com BUFFET; pesadelo meeeishmo) estava com uma metranca de brinquedo diferente uma da outra. oO' E o Marcos simplesmente desistiu de casar. Assim, horas antes. Gosh.
Mais tarde, sonhei que a Marie já tinha chegado em casa, mas estava já adulta, e só rosnava para nós, mostrando os dentões e garras. Foi tão triste. Sabia que comer demais à noite não ia me fazer bem. Shit.

***

No ônibus, vindo para o trampo, encontrei um cara com quem estudei no primeiro colegial, há 6 anos. Que ba-ra-to. Ele estava de terno, todo arrumadinho... Hahaha... É engraçado e difícil perceber que crescemos. Está fazendo direito! Que loucura. Falei que estava como temporária, e ele ficou assustado também. Me perguntou "você ainda é roqueira?", hahaha, não é a primeira pessoa que me faz exatamente essa pergunta. "Sim, ainda toco guitarra, tenho uma banda com o Ciro... Mas agora tenho que andar toda comportadinha, sacumé...". Ele usando terno é que sabe. Ahhh, foi demais! Adoro quando essas coisas acontecem.

***

E o outro chefe aqui, pra minha colega:
-- Você conhece Arueira?
-- Ah, sim, acho que é travessa com a...
-- Não! Um civil que trabalha aqui!
-- Ah... não conheço, não.
E eu agora com ARUÊ ARUÔÔÔ... METAL WARRIOOOOR (?) na cabeça.

Missing thrashdeathheavyblack metal

Ah, outro dia foi tão legal! Minha mãe ligou, falando que estava tocando Seek & Destroy na Kiss. E depois tocou Symphony of Destruction, e depois Ace os Spades! Ô saudade do meu thrashzinho, viu? E aí no outro bloco veio "I was made for loving you, baby; you were made for loving me...", que glaça.
Meu projeto de site vai estar pronto até semana que vem, e vou poder vender meus handmade works fofos. Isso me deixa tão entusiasmada! E agora fiquei ainda mais: Ruuuun, liiive to flyyyy, flyyy to liiiiive, aaaceeeees hiiiiiiiiIIIIIIIIIIIIIIgh.

Este artigo de um dos meus blogs favoritos me fez lembrar que uma vez, lá no Shopping Center Norte, eu fui num troço que se chamava "O Mago". Era uma estátua de velho de barba branca e chapéu de Merlin super tosca, com um computador mais tosco ainda na barriga. Digitei meu nome e data de nascimento, e escolhi a opção Vidas Passadas. Segundo ele, fui artesã, no século IV.
Eu fico numa espécie de transe quando faço crochê. Será que é porque estou, tipo assim, "revivendo" algo? Será? Tá, é besteira, mas passou na minha mente por um milésimo de segundo. Não é im-pres-sio-nan-te como nossos pensamentos são rápidos?

Ardências

Passei um lindo final de semana on the beach. Dormi de bruços; costas vermelhas e ardendo e barriga ainda branca. Comi muito sal, fiquei à milanesa. Vi o nascer do sol de uma vista privilegiada, dormi ouvindo o mar.

***

Tive o maior pesadelo, hoje. Eu estava na casa do meu menino, e era bem simples... Estávamos ele, minha mãe, minha irmã e eu. A mãe dele chegou e começou a xingar todo mundo. Mas eu não encanei; continuei lendo o livro que tinha nas mãos, sorrindo. Ela gritou: "por que está com esse sorrisinho na cara?!", e eu respondi: "não é porque você é infeliz e xinga a mim e à minha família que eu vou ser como você. Continuo feliz como sempre fui e sempre vou ser".

Indecifráveis

O problema é que aqui tem gente assim: sabe aqueles cachorrinhos peludos? Parecem gordos, mas dê um banho nele e verá que não passa dum magrelinho tremendo. Exatamente assim. Só que não é pêlo, é patente. E não é água, é mais patente.
Mas sabe, eu sempre levo tudo da melhor maneira possível: vejo o lado bom das pessoas, tenho esperança no ser humano, procuro não ter raiva.
What a fucking dream:
Eu morava em uma casa, e minha amiga Priscila (que não vejo pessoalmente há uns 7 anos) e sua mãe estavam me visitando. A mãe dela estava com muito sono, mal-humorada... Não sei ao certo o que ela tinha. E então ela começou a tocar o piano, e disse que amaaaava esse instrumento. Ficou visivelmente melhor. Eu tinha um piano e uma mesona de jantar. Só em sonho, mesmo.
Mais tarde, todas nós (Priscila e a mãe, a Bia e minha mãe) sentamos à grande mesa e fizemos uma deliciosa refeição. Que é isso? Isso quer dizer algua coisa? Vou pedir pro meu terapeuta ler; só ele mesmo para tentar entender uma coisa tão nada a ver assim.

Sweet [?] Dreams

Este semestre do curso está me surpreendendo. Só professores legais e engraçados, matérias difíceis mas (ou portanto?) gratificantes. A turma continua linda.

*

Hoje tive o sonho mais lindo e louco ever:
Eu estava, à noite, na frente da minha casa com alguns amigos, que agora não consigo identificar. Estávamos conversando felizes, e de repente vimos umas luzinhas no céu. Pareciam fogos de artifício, mas eram maiores, mais brilhantes e apareciam e desapareciam (parecidas com umas luzinhas que eu realmente vi com o Ciro, há um tempo). O azul do céu era diferente. Azul royal e marinho se misturavam, parecendo um quartzo azul colossal à nossa volta. Começamos a observar a Lua, que no sonho também era minguante. Em um piscar de olhos, a lua ficou cheia. Linda, brilhante, iluminada. Em outro piscar de olhos, ela aumentou muito de tamanho! A impressão que tive é de que ela iria tocar a Terra. Definitivamente estava acontecendo uma desordem (ou uma reorganização radical) no sistema todo. (Quando acordei, lembrei do GTA Vice City. Quando você atira na lua com uma determinada arma, o astro aumenta gradativamente a cada tiro.)
Alguns segundos depois, eu vi uma nave... Ela era retinha embaixo, com umas luzes amarelas, e redonda em cima, tipo uma meia-esfera. Era cinza/prateada/grafite/chumbo. E era muito grande! Estava bem atrás da Escola que fica bem em frente à minha casa. Quando olho um pouco mais à esquerda, vejo uma outra nave. Mais colorida, parecida com as Jellyfishes do Bob Esponja. Luzes embaixo. Essa parecia mais amigável. Mais para a esquerda tinha outra ainda, que não consigo identificar direito. Eu percebi isso, e ao mesmo tempo que fiquei com medo, percebi que as mudanças são boas, e que se isso estava acontecendo, era porque era necessário para a humanidade. Impressionante como minha postura foi madura e pacífica.
Comecei a imaginar os seres que sairiam das naves. Bateu um certo asco, porque imaginei criaturas rosas e altonas e magras, nuas, com olhões pretos... Sabe, aquele clichê. Mas me iluminei e pensei: "Esses seres são como nós, e na verdade nós somos relacionados a eles; só não sabíamos disso. Eles são parte de nós, nós somos parte deles. Estamos todos no mesmo Universo, somos todos um". E com essas palavras, meus amigos se tranqüilizaram e esperaram o que quer que acontecesse pacientemente.
E então começa um barulho estranho, umas vozes asquerosas, um ritmo de batuque que me deixou realmente perturbada. Passei do sono para a consciência de uma forma impactante: aquilo lá era um funk nojento que caras mais nojentos ainda estavam ouvindo num carro provavelmente tunado bregamente, e não sei nem que horas eram, porque não consegui mexer o braço para pegar o celular. Sei que era entre 2 e 4 da manhã. E os caras estavam gritando, rindo, zoando... Só entendi "Ééééé, tiiiiiaa... Esse é o bonde do mijããããããooooo...", com aquela voz de pancadão, proibidão, lacraião. Será que era mijão? Sei lá... Só espero que ele não tenha mijado na porta do meu prédio.

*

Estou feliz, porque estou conhecendo umas bandas esquisitas das quais estou gostando muito. Uma delas se chama Alcoholika La Christo. Eles têm músicas em quase todas as línguas, pelo jeito. "Toxicnology", "Mi Sangre", "Je t'ime Desolation" oO'. E olha que pensei que a banda fosse alemã! E também feliz por ouvir Dark Funeral de novo. Sabe, eles me emocionam.
Bom, e hoje é sexta-feira. What more can I say? :D

The very first

Sabe a Srta. Morello, a professora do Chris, do Everybody Hates Chris? Eu me senti no meio do seriado, hoje, por causa de uma pessoa que agiu exatamente como ela.
Eu arrumei em ordem cronológica algumas revistas Info para (um d) o (s) Chefe (s), e le foi se mostrar grato iniciando o seguinte diálogo:
-- Vocês (eu e minha colega, que senta ao meu lado mas não estava presente; se estivesse, teria respondido algo bom e engraçado) têm garrafinha?
-- Ah, eu tenho esta... (apontei para uma garrafa de plástico de água mineral da Nestlé, "Aquarel", que tenho aqui, e pra ser sincera nem sei de onde veio)
-- Ah, então toma uma garrafinha! (me entregou um squeeze feio, daqueles que todos tinham nos anos... sei lá quando, que colocavam do lado da bicicleta, e o objeto de plástico estava muito velho e carcomido, e tem uma combinação de cores de gosto duvidoso.)
-- Er... Obrigada... :S o_Ó
Que situação. Ele deve achar que só porque eu estou beeeem abaixo dele na hierarquia, preciso, como a Srta. Morello diz sobre o Chris do seriado, "cuidar das minhas dezenas de meio-irmãos e irmãs", usando meu salário de peã em coisas de real necessidade, e não podendo gastar com coisas supérfluas como squeezes Oo.
Mas sabe (como se eu precisasse me justificar, haha), eu tenho uns squeezes bonitinhos em casa. Só não estão aqui porque eu sempre os esqueço, e saber que meu contrato acaba daqui a 6 meses não me faz ter ânimo de ficar trazendo tudo para cá, para me sentir em casa. Tudo o que não quero é me sentir em casa aqui, por mais que todos pareçam acreditar que é a coisa certa. Não, não para mim.
Não sei nem o que eu queria falar para ele. Na verdade, eu não queria falar com ele nunca, nem ouvi-lo. Nada contra; desejo tudo de bom que há no mundo para o cara, mas a lacuna é gigantesca em todos os sentidos. E eu estou com uma vergonha, agora!...

*

Olha só que impressionante: antes de eu ganhar um linnnnndo squeeze do chefe, ele me deu uns bonequinhos do exército, iguais àqueles do Toy Story, lembra? Os tradicionais. Falou que deram aquilo para ele quando ele chegou aqui, e que depois de oito anos a piada não tinha mais graça. E eu fico aqui tentando descobrir qual era a tal piada. Certeza de que ou é algo muito íntimo, ou é algo muito óbvio, porque aí eu não entenderia meeeesmo.

*

(Eu sempre li/leio alguns blogs, tive um há alguns anos (mas naquela época eu tinha 14 anos, e lá eu só colocava fotos do Robin Finck e do Nine Inch Nails, portanto nunca foi um blog de verdade), e agora fiquei com vontade de escrever algumas bobeirinhas, coisas engraçadas ou absurdas que acontecem... Nada muito íntimo; para isso eu tenho meu diário "de verdade". Talvez eu termine com isso hoje mesmo, amanhã, talvez não escreva mais, talvez a qualidade decaia ainda mais... Who the hell knows? Vou ver como fica. Vou tentar colocar um layout decentezinho, depois. Adoro essa parte!)


Who?

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Desesperada e entusiasmada. Resmungona e sorridente. Divirto-me com pouco.

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