Assisti ao show do Guilherme Arantes, no sábado. Altamente inspirador.
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Tenho pensado naquela teoria do caos que Efeito Borboleta exemplifica. Conseqüentemente, fantasiando constantemente. E é uma delícia, até que acordo para o mundo objetivo e levo um tombo que deixa minha bunda dolorida por um tempão.
Como seria minha vida se eu tivesse tomado outras decisões, há alguns anos? Se eu tivesse sido mais ousada? Se tivesse aprendido a ouvir e seguir meus sentimentos mais puros e verdadeiros?
É tão mais fácil mudar atitudes do passado com a imaginação para vislumbrar como seria o presente do que tomar atitudes equivalentes no presente para criar algo no futuro! Parece que só percebo o que deveria/poderia ter feito quando o tempo já esgotou.
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Comprei um novo relógio, depois dos meus dois únicos terem quebrado na mesma semana. E o tempo está cada vez mais me enganando.
Minha chefe falou "o Maluf rouba, mas faz".
Tive um sonho com o ex-marido e acordei o odiando. Sim, já me livrei desse sentimento vil, e agora ele voltou a ser só uma ótima lembrança longínqua pela qual não nutro sentimento nenhum a não ser gratidão (porque às vezes temos de fazer merda para aprender).
I've been waiting for a guy to come and take me by the hand... É escutando Joy Division que estou fazendo as últimas coisas pela primeira vez sem o cara que me abandonou. Acho que não falta mais nada, agora.
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Eu sou desesperada. Queria poder dizer "eu era desesperada", porque atrapalho e irrito a mim mesma e a todos ao meu redor com isso. Sorry.
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De repente me veio Master of Puppets na cabeça. Metallica tem um espaço muito especial no meu coraço. Lembranças vivas do segundo colegial, aquele 2003 cheio de lindas amizades e inúmeros mistérios. "Master, Master, promissed only lies..." Buni e eu costumávamos cantar essa música S&M version. E também Flight of Icarus e Aces High do Iron, Tears of the Dragon do Bruce Dickinson. Ai, ai.
Sandman é genial.. Li Three Septembers and one January. Neil Gaiman criou, sei lá, uma espécie de mitologia de sentimentos e situações humanas. O sonho, irmão da morte, tem o balão de diálogo preto (Ciro estava comentando isso outro dia, dizendo que achava isso legal), a morte meiga e sábia, o desespero com seu gancho para enfiar no coração (esse me assustou!); maravilhoso. A Bia, minha maninha de 13 anos, já tinha lido dois livros do Sandman; bem que ela disse que era bom de verdade! E a dor, meio Willy Wonka, meio vendedor... Perfeitas todas essas metáforas!
Pelo que diz estre trecho "Keep it, Despair. Take it back with you, to the world behind the mirrors". O desespero mora atrás do espelho?
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Las palavras (?) de amor... Let me hear the words of loooove...
Essa música do Queen me dá nos nervos.
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Estou na metade do Alice do outro lado do espelho. Disney mistura os dois para fazer o filme. A história doi desaniversário está neste, e não no Wonderland.
A leitura está me agradando muito, mas não estou conseguindo me concentrar direito as viagens surreais; que desperdício. Pior que acho que o motivo nem é minha rotina passacrante. Eu é que me perdi.
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Minha carência está tão ridícula que daqui a pouco vou começar a sonhar com personagem de desenho animado. De novo. Porque já tive um sonho com um deles, uma vez, aos 11 anos. E não foi com o Wolverine nem com o homem aranha. Foi com o Ash do Pokemon. Eu estava dirigindo uma moto, e ele na garupa, deliciosamente me encoxando. Pareço uma doente. Sonhos eróticos aos 11 anos!
É, na teoria eu fui super precoce; com 5 anos eu já sabia tudo sobre a produção dos bebês, em todos os estágios. Foi mais ou menos com essa faixa etária que, segundo minha mãe, um dia perguntei, com toda naturalidade do mundo, ao meu tio: "Você usa camisinha, né?!". Ora, eu já sabia que todos deviam se prevenir. E pelo jeito naquela época eu achava sexo casual a coisa mais normal do mundo, pois o que minha mãe respondeu à pertinente pergunta (meu tio ficou em estado de choque) foi: "Ele não usa porque não tem namorada; se tivesse, usaria".
Mas na prática sou uma atrasada. O famigerado primeiro beijo foi com 15 anos, e numa brincadeira de verdade ou desafio. Demorou mais quase um ano para ficar com alguém que realmente o quisesse. Nunca segui padrão de estética e comportamento na infância e pré-adolescência; era deslocada e tinha a auto-estima negativa. Agora continuo sem padrões, mas tenho ótimos aomigos e sou bem mais outgoing.
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The days are just packed!
Não é só o título de um livro do Calvin and Hobbes; é a melhor definição de como está minha vida. E quer saber? No fundo, I'm loving it.
A chefe pediu para eu fazer um trabalhinho da faculdade para ela. Era uma escrivaninha. Tinha a perspectiva Cavaleira, Isométrica e ...Militar. Descobri que existe uma perspectiva militar. E sei que eu não tinha uma, senão eu não estaria (thank God) aqui. Estou até com medo de desenhar aquela coisa torta. De um lado, 60°, do outro, 30°.
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Eu sou uma pessoa boa. Tenho bom caráter. Mas vira e mexe eu digo e faço coisas que não deveria. E então me sinto uma hipócrita filha da puta. E God knows I HATE hipocrisy. Só gosto da banda Hipocrisy; é bem legal. \,,/
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Finalmente assisti Corra, Lola, Corra. Eu nem sabia que era alemão; que vergonha!
Fiquei tão inspirada que escrevi um monte de coisas poéticas desconexas no meu caderninho. Preciso cabular mais minhas aulas e assistir as de Design Gráfico.
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Meu Deus, começou a tocar Faith do George Michael na Antena 1 da chefe!
Coz I got to have faith, faith, faithaaah...
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Desculpa qualquer coisa...
Tive um sonho bizarríssimo, noite passada. Nele, eu morava numa espécie de colônia de férias super bonitinha, e não precisava trabalhar; só estudar. Estava me arrumando na frente do espelho, quando vi que meu ouvido estava cheio de batata palha. Então, comecei a tirar aquilo tudo de lá, e minha orelha começou a sangrar. Doeu um pouquinho, mas consegui tirar tudo e ficou tudo bem. Eu tinha comido muita batata palha, e como a garganta e o ouvido são interligados, acho que ficou um pouco entalado lá. Ugh.
Que será que esse sonho quer me dizer?
Ontem assisti aum documentário sobre Oscar Niemeyer, na escola, e foi profundamente inspirador... Porque é muito raro vermos algo que realmente nos faça pensar, no curso. Técnico tem esse problema: forma um desenhista que não pensa. É para pegar esquadros, lapiseira importada, fazer traços milimetricamente perfeitos, e pronto. Isso, se for SÓ isso, poda. É importante, mas não é tudo, at all. Graças ao vídeo, pude ver a arquitetura de uma maneira poética, realmente artística, como ela deve ser. E é isso que eu quero fazer. O mundo conspira para que eu pare de pensar, mas tenho de ser forte!
Escrevi este texto no auge da carência (a carência solitária), numa época de alta troca de leocócitos com gente vazia. Não termina, e nem é para terminar.
Digo, espero que não seja para terminar. Got it??
Segue:
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A Alanis tem uma música, 21 Things I Want in a Lover, que nunca ouvi, mas vou me inspirar nela e fazer uma lista de atributos indispensáveis em um cara, para eu deixar aqui e nunca me esquecer e cair em roubadas, mesmo com a carência berrando.
- quero que ele se divirta com pouco ou com nada, assim como eu. Que veja beleza e alegria nas pequenas coisas (nas minhas, nas nossas pequenas coisas).
- Criavidade. Nas palavras, nas piadas, e tudo o mais. É para criar novas coisas e alegrias comigo.
- Bom-humor. Meu humor é irônico, único, ácido, azedo, rude. Nada de cara com cu doce; não mais! Odeio até menininha frescurenta, que dirá homem!
- Bom gosto musical. Nem precisa gostar de exatamente tudo de que gosto, mas que ouça música boa. Música é muito importante para mim, então vai fazer sempre parte dos lugares que freqüento e das conversas.
- Bom-senso. Esse conceito é tão amplo e profundo que não sei nem se dá para especificar.
- Educação. Saber se portar, agradecer, dizer por favor... Coisa que todos deveriam saber (e praticar) desde sempre.
- Responsabilidade.
- Pontualidade. Odeio esperar. Quando chego antes (90% das vezes), tudo bem; levo algum livro, ouço música... Na verdade eu não odeio exatamente esperar; eu odeio é desrespeito de me deixarem ficar esperando. Dizer que vai chegar num horário e aparecer mais de meia-hora (isso com tolerância!) sem avisar é uma puta sacanagem.
- Otimismo. Esse é imprescindível. Ver o lado bom de tudo junto comigo pode ser muito legal. Sei que eu não conseguiria conviver com um pessimista por muito tempo.
- Disponibilidade. Não dá para namorar alguém que faz coisas por dia, com pessoas diferentes, e tudo isso sem minha presença. Não quero que viremos siameses, mas é preciso equilibrar os calendários.
- Família legal. Sofri muito no meu último namoro, por causa da sogra que era uma víbora filha da puta sem caráter. Não vou mais suportar gente pequena, mesquinha e siabólica no meu círculo de contatos. (lembrei daquela música do Taiguara na qual ele diz "só encontro... gente amarga mergulhada no passado..." nada de gente amarda!)
- Beleza. Uma beleza que me agrade, que certamente é quase oposta à comum e imposta. Mas sou meio homem; tenho que admirar fisicamente.
- Inteligência. Porque para eu conseguir ficar com alguém por mais de uma semana, preciso admirá-lo, e não tenho como admirar gente burra.
Eu estava lendo uma matéria da revista KAZA nº 43 sobre o artista plástico Nelson Leimer, e olha que legal que ele falou: "Quando se vive em um mundo sem humor ele se transforma em uma arma". Li e achei genial, mas o editor da revista merece um safanão por permitir a publicação de uma frase ambígua dessas.
O mundo se transforma em uma arma? O humor se transforma em uma arma?
Acho humor TÃO necessário. Essencial. Mais; acho que é uma das coisas desta vida que nos permite expressar mais puramente nossa natureza divina. E ele também pode ser visto como uma arma, no sentido de ser uma ferramenta, para abrir os olhos para inúmeras verdades que se obscurecem com atmosferas estáticas, vazias e convenções sociais que estipulam comportamentos castradores, sedativos e cegos.
Mais uma frase do Leimer: "Ser artista é apenas mais uma profissão. Nunca escreva arte com letra maiúscula".
Houve uma época em que eu ouvia muito o With the Beatles. É o fiasco comercial da minha banda favorita; a única pessoa que já vi falando bem desse disco é o Supla (e isso me fez admirar ainda mais o papito -- esse cara é foda).
Naquele tempo de vício, a faixa que eu mais escutava era I'll Follow the Sun. Que melodia tocante!
Aliás, lendo Paz, Amor & Sgt Pepper, comecei a dar mais valor para o Paul. Como nunca fui com a cara dele, era preconceituosa. Mas agora estou começando a perceber que as canções do Macca são as que me tocam mais fundo. Creio que seja porque eu, que apesar de amar música e viver com minha alma mergulhada em pensamentos musicais e composições, sou muito surdinha, ainda. Muito instintiva, de modo que somente uns 20% da minha percepção musical é racional. meu lado músical intuitivo (80%), é muito mais sensível a melodias e modulações de tom do que a harmonias, arranjos, e tal.
Mas talvez isso também se deca ao fato de eu ter começado a ouvir Beatles muito novinha -- aos onze anos, e não ouço mais com tanta freqüência desde os quinze, fatop que me causa culpa e vergonha.
No livro, George Martin comenta que Paul era o cara das melodias, e John era das harmonias, com palavras jogadas.
Uma das melodias/letras do Paul que mais enchem meus olhos d'água:
"And he never listens to them
He knows that they're the fools
They don't like him
The fool on the hill
Sees the sun going down
And the eyes in his head
Sees the world spinning 'round..."
Éstá na hora de eu deixar a razão e a emoção se equilibrarem na hora de apreciar arte, né? Falando nisso, ó o trecho de Sidarta, do Herman Hesse, que grifei hoje no busão:
"(...)Uns e outros, os pensamentos tanto como os sentimentos, eram coisas bonitas. O derradeiro significado fazia, porém, atrás de ambos. Era preciso ouvir os dois, brincar com êles (sic; edição de 1968) sem desprezá-los nem superestimá-los".
Outro dia a queridíssima Profª Lúcia nos entregou os trabalhos do semestre passado (ganhei nota máxima em 80% deles, lalala la), e um deles estava com um comentário. Fiquei tão feliz quando li "Que puta dom, hein!", que quase enfartei. Depois, quando fui observar os trabalhos com mais atenção, percebi que o comentário, na verdade, era "Que puxador, hein!". Me gustan los puxadores redonditos, ora. Quanto preconceito!
Um beijo especial para essa pessoa querida que zoou meu gosto duvidoso. Provavelmente não lerá isso, mas merece uma homenagem. :D
Depois de tanto falar desesperadamente sobre tempo, hoje meu relógio parou. Observei que um fiozinho vinho da minha blusa de lã estava prendendo os ponteiros num emaranhado no eixo. Como o maldito atravessou o vidro, eu não sei. Sei que quando vi isso e comecei a tentar desvendar o mistério, imediatamente o telefone tocou (e parecia estar tão mais alto que de costume!) e me assustei. Saí correndo para atender, derrubando tudo. Ao voltar, vi meu relógio querido desfalecido no chão de porcelanato (gente, porcelanato é tudo; de fácil manutenção sem aquela frieza que esses pisos em geral têm -- desculpa, minha alma de Designer está se evidenciando às vezes), com o vidro quebrado em dois, do lado. Tirei o fio de lã, e preferi parar de pensar nisso; mais tarde preparo o cortejo fúnebre.
O mais engraçado (ou irônico? Aliás, O Lado Irônico da Vida é tudo; May Dave Berg rest in peace) de tudo é que percebi o fio intruso no relógio exatamente na parte de Alice no País das Maravilhas em que o chapeleiro maluco fica falando que o relógio dele só mostra anos e meses. E eu, que sempre penso no tempo, fiquei viajando bonito. Não parece um sinal? Só queria saber decifrá0lo. Pelo visto Lewis Carrol está me fazendo o imenso favor de tornar minha vida cada vez mais surreal. Thank you, Mr. Carrol (estou certa de que li alguém falando isso da desses; se for você, pago copyrights, é só mandar o número da conta).
E pessoal... Já sabem o que me dar de aniversário, né? Sou um bocado militar, ainda; detesto me atrasar.
Uns minutos, um período, um dia, uma semana... Mês que vem eu faço, ano que vem eu começo, daqui a dez anos eu queria...
Estou com medo de não fazer tudo o que quero nesta vida aqui. A adrenalina está altíssima; meu coração saindo pela boca, o estômago doendo e na garganta há um nó.
Será que vou conseguir ler tudo que quero?
Quero todos os clássicos e também os lançamentos.
Será qu vou conhecer todos os lugares que quero?
Não preciso conhecer o mundo; só quero descobrir nos lugares as coisas escondidas em mim. Claro que eu conseguiria encontrá-las sozinha, onde estou, mas quero variar as técnicas de descoberta.
Será que vou conseguir ouvir tudo o que quero?
Beethoven, João Sebastião Bach, Mozart, Scarllati pai, Scarllati filho. Todos os thrash metal que ainda não escutei, as bossas novas que nunca ouvi (aliás, nunca ouvi NENHUMA bossa nova)...
Será que vou conhecer tanta gente quanto quero?
Gente inteligente, criativa (tempos modernos do Lulu para este parágrafo), com as quais eu aprenda coisas completamente novas e boas?
Será?
Sei lá...
Não sei nem se vou viver até semana que vem!
Às vezes nem consigo dormir porque quero ficar fazendo TUDO. Nunca sei quando é hora de viver um tempo subjetivo; quero produzir e/ou absorver THE WHOLE FUCKING TIME.

