Comecei a escutar "rock" com onze anos de idade, quando conheci Beatles. Iniciei a jornada de tentar tocar violão logo em seguida. Então, conheci Metallica, Foo Fighters, Nirvana. Ganhei o maior sonho da minha vida até então -- uma guitarra -- e aprendi solos e riffs dessas bandas. Essas coisas mexem muito com alguém que só conheceu porcaria de televisão a vida inteira; minha mente começou a funcionar de verdade a partir daí.
Mais coisa ainda mudou quando conheci o Nine Inch Nails e Marilyn Manson. Fui apresentada a um tipo de estética gótica, rivethead, whatever, não sou especialista em sub e contraculturas. Mas sei que tudo aquilo me fascinou.
Nine Inch Nails
O primeiro vídeo que assisti deles foi The Perfect Drug, que é soturno e medievalesco. O segundo, Closer, o censurado pela MTV. Ainda assim, ele tem muitos elementos S&M. Depois de algum tempo, minha mãe comprou a Closure e o Broken Movie em VHS (estamos falando de 2002). E então assisti a Closer sem censura e pela primeira vez o vídeo Happiness in Slavery. Foi assustador e impressionante ao mesmo tempo.
Marilyn Manson
Além da identificação que sinto por ele ideologicamente, sempre gostei do visual assustador e chocante, especialmente do começo da carreira. Lembro que eu tinha um VHS (ainda devo ter) dele em que ele se cortava com uma garrafa recém quebrada. Chocante demais, mas choque é bom. Fora todo o conceito dos álbuns dele, os diferentes visuais que ele explorou durante a carreira, até o contato com o burlesco graças à diva Dita...
Agora que estou estudando BDSM, vejo que a estética é apenas uma das inúmeras facetas das práticas, mas é a única com a qual me identifico. Ao menos por enquanto. :)
A Gaia Escola de Astrologia incentiva os alunos, a partir do terceiro semestre, a fazer pesquisa, dando bolsa de estudo nas aulas de Metodologia. Aproveitei e abracei mais uma coisa, como se tivesse tempo, e iniciei a minha há alguns meses.
Escolher o tema foi dificílimo. Pensei em estudar os heterônimos do Pessoa, mas para isso eu precisaria de bem mais conhecimento literário do que tenho. Quis estudar as drogas e suas correlações com os planetas e aspectos no mapa natal, história da sexualidade e ciclos de Plutão nos signos e aspectos de Júpiter com Plutão. Acabei optando pelo BDSM associado a planetas e seus posicionamentos e aspectos. Ainda não sei no que vai dar; escrevi só o começo do projeto de pesquisa, mas estou empolgada. Encontrei uma tese sobre o assunto, uma monografia de um Doutor que se graduou na PUC. Entrei em contato com ele, ele deu o maior apoio. Meu orientador é um cara esplêndido, com o qual dá gosto de conviver. Que alegria.
Até agora, estou lendo apenas um livro astrológico sobre o assunto, o Astral Sexual. Não gostei do título e de algumas coisas do livro, mas o encontrei totalmente ao acaso numa livraria (eu nem ao menos compro livros novos!) e é o único que encontrei sobre Astrologia e Fetiche até agora, então, estou feliz e satisfeita.
{Se tiverem livros sobre sexualidade ou Astrologia ou ambos para indicar, I'm waiting! :P}
Outro livro de que beberei informação vai ser A História da Sexualidade do Foucault, porque quero dar embasamento histórico, sociológico e psicológico para falar do tema.
Em um próximo post eu falo o porquê dessa escolha.
Faz mais ou menos dez anos que você perguntou para mim se eu era satanista. Você, lá no fundão, já enturmado, e eu com as meninas médias sem importância, totalmente deslocada. Bom, deslocada eu tinha sido desde que nasci, até te conhecer.
Dói muito lembrar que não nos falamos mais. Eu até que gerenciei bem a memória, para não me culpar tanto e chorar ainda mais.
Afastei-me de você por um motivo plausível, mas nem você nem ninguém sabe qual é. Tentei te falar, mas acho que você não quer mais me ver, o que é totalmente compreensível.
Tenho vergonha de te ver, quando nos encontramos raramente em alguma reunião de amigos em comum. Porque fui uma pessoa péssima por um tempo, fiz escolhas ruins, agi de forma errada. Você foi única pessoa que conheceu o que tenho de melhor e o que tenho de pior. E só merecia o melhor.
Passo 90% dos meus dias sem essas lembranças. Mas quando qualquer emoção minha se exacerba de maneira catastrófica, tanto para a tristeza quanto para a alegria, eu sinto saudade, me arrependo, me culpo, imagino como teria sido se tivesse resolvido tudo antes, se não tivesse me afastado. Me torturo.
Acho que vou morrer com isso, com essas dúvidas e divagações dolorosas que aparecem ocasionalmente, como uma doença crônica.

