Hoje tive uma das experiências estéticas mais importantes da minha vida. Não sei se ela em si foi a melhor, mas foi a mais adequada ao momento, completou coisas que eu nem sabia que indagava vagamente na minha mente, a mais sincrônica.
Conheci o músico Marcelo Coelho, numa oficina sobre a influência de Tide Hellmeister nas composições que estão no CD Colagens, que adquiri lá mesmo e me fez entender um pouquinho o jazz. Me senti muito surda por nunca ter ouvido nada desse estilo, mas após a explanação técnica teórica profunda rítmica minha mente se escancarou, após tanto tempo trancada. E a exposição, que é do Tide com participação de um vídeo com trilha musical do Marcelo e um texto maravilhoso que ele escreveu, foi uma das mais lindas que já visitei. A curadoria foi muito cuidadosa e criativa, nesse ótimo conceito de fazer do museu uma casa acolhedora, como se estivéssemos sendo recebidos pelo próprio artista em seu lar doce lar. Era isso que eles queriam, e conseguiram isso e muito mais. Todos se deliciam, os visuais, os auditivos e os cinestésicos. Eu me encantei.
Trecho do texto do músico:
"(...) O Tide me disse, sem falar, que o homem é um Grande Criador, capaz de criar a própria realidade e de experienciá-la plenamente... (...) Estou certo de que O Grande Criador do universo deve ter regozijado ao observar a sua criatura brincando de viver a vida que escolheu, brincando de ser livre no mundo dos homens, escolhendo a cor de seu cada dia (...)"
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Espiritualidade, astrologia, programação neurolinguística, música, arquitetura, design de interiores, artes plásticas, psicologia, mitologia, literatura, filosofia, ufologia, artesanato... Procuro equilibrar essas coisas que estudo e pelas quais me interesso, e sou muito feliz por ir em várias direções e buscar conhecimento em coisas tão diversas, que se analisadas profundamente, se interligam sempre em mim, eu sempre amplio minha visão dessa forma.
Tenho pensado bastante em como as pessoas às vezes se limitam a apenas duas ou três formas de enxergar a vida. Aí as vejo tendo problemas pessoais profundos, mesmo sendo cultas, acadêmicas... Ou pessoas sensíveis e visionárias, que não conseguem ler ou escrever coisa muito mais profunda do que um romance espírita best seller. Respeito todas, mas a totalidade é algo que quero muito para mim, mesmo sabendo que estou longe de alcançá-la. E aí também questiono o que é realmente importante nas pessoas, e meus critérios naturais para escolher e admirar alguém, e há um bom tempo tenho achado que é o caráter, a bondade intrínseca. Acho que é isso mesmo, apesar de todo meu pedantismo e exigência diante dos meus convívios.
Empaquei num trecho de Sem Olhos Em Gaza do Huxley, tamanha identificação que senti. Só conseguia ler e reler a mesma coisa, sabendo que aquilo era uma parte de mim que eu quero tanto arrancar. Tanto, tanto.
"Depois, quando Brian já se tinha ido, sentiu-se envergonhado de sua ignóbil grosseria — humilhado, ao mesmo tempo, pela irreflexão e o automatismo com que se servira de tal linguagem. Automatismo semelhante ao dessas rãs super-nervosas que se contraem e vibram quando se lhes aplica à pele uma gota de ácido. Puro reflexo."
É uma verdadeira humilhação constatar, poucos segundos depois, o automatismo agressivo. Me sinto ignóbil, sem valor, pequena pequena. Ainda faço muito isso, mas quero mudar; estou disposta a mudar. Estou mudando. :-)
Googlem aqui neste site, de hoje em diante. Ajudemos a plantar mais arvorezinhas!
Meu primeiro trabalho foi de Soldado Temporário na Polícia Militar de São Paulo.
Depois descobri que um bisavô paterno meu trabalhou onde eu trabalhei, no QG (mas ele era Coronel), quando a corporação ainda se chamava Força Pública.
Toco guitarra desde os 14 anos.
Meu pai era um exímio guitarrista, tocava na banda Dejavu, a de pop rock, daquela música Jogar as Chaves. E o tal do meu bisavô Coronel tocava banjo. E meu tio e minha mãe também sempre tocaram guitarra e violão, respectivamente.
Faço crochê desde os 11 anos.
Minha tia (que tem um lindo blog sobre essa arte) é uma arteira e tanto. Descobri há poucos meses.
Me formei em Design de Interiores em 2008 e agora, em 2010, minha prima vai começar a fazer também. Descobri semana passada.
Quando comecei a escrever, juro que ia parecer uma coisa doida e muito legal. Mas quando soube dessas coisas, fiquei com aqueles pensamentos de "oh, meu Deus, como o mundo é pequeno e como há aparentes coincidências!".
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Venho a pé para o serviço todos os dias, para canalizar minha energia sagitariana exuberante e destruidora. Nos últimos dias, um moço esquisito perto da banca de jornal me deu um bom dia macabro, assustador, com um sorriso imenso igual ao do velho do Poltergheist II.
Acho que é porque I pushed myself to the limit nos últimos dias, no quesito até onde posso aguentar com coisas mórbidas e arrepiantes. Pois é, não muito. E aí meu namorado me convida para assistir a primeira versão de Massacre da Serra Elétrica com ele, e eu falo que não; prefiro jogar rouba monte.

