É tão bonito ver uma pessoa admitir um grande erro, quando conseguimos tomar um pouco para si o exemplo. E eu fui agraciada com esse sentimento, ontem, numa reunião muito especial. É preciso bastante percepção para ir captando esses tipos de dicas que a vida nos dá o tempo todo, e só conseguimos essa almejada intuição quando não estamos usando nosso tempo para reclamar de tudo, deturpando tudo. No, it ain't easy. Nobody said it was easy. Até Lennon disse, num belo desabafo:
You gotta run
You gotta hide
You gotta keep your woman man satisfied
But it's so hard, it's really hard
Sometimes I feel like going down
Ontem e hoje fiz representação da Inter. Fui a escritórios de arquitetura e falei, falei, falei. Até que sei falar um pouquinho.
Hoje, quando estava voltando de uma das reuniões, vendo o mapa para não me perder, um moço com a orelha sangrando e olhar fixo e forte que estava andando em minha direção chegou bem perto de mim, fitou meu mapa, meus olhos bem lá dentro, e falou, com um sorriso perturbador: "BOM DIA". Assim, mesmo. Adoro coisas inusitadas, mas fiquei assustada e com vontade de fazer alguma coisa por ele, mas o medo me impediu.
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Assisti Menina de Ouro, depois de tanto ouvir falar sobre esse filme. Tem algo em mim que ama dramas, mas esse é pesado demais, até para mim! É tão triste e denso que não dá nem para chorar. Outro que me deu essa sensação foi o Vinhas da Ira.
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Renascendo, aprendendo. Isso é algo que é bom fazer sempre. Tenho feito!
Turning and facing the strange. :-)
Me viciei no Sebo Mundi, perto da Candelária, na Vila Maria. Tem muitos bons livros, revistas, cds e vinis. E o grande diferencial: praticamente sem poeira! Isso é o que mais me incomoda em sebos e até nas lojas que vendem vinil na Galeria do Rock: sempre saí com um vinilzão lindo do Lennon, Bowie ou Ozzy, mas com as mãos pretas e grudentas.
Comprei duas revistas Planeta dos anos 80, ótimas, contendo reportagens com temas como clarividência na infância, energia etérica das plantas e foto Kirlian, astrologia natal. Mal posso esperar para devorar tudo! Um livro do Paul Klee também foi para minha humilde estantezinha de arte. E hoje peguei um cd da coleção da Folha de música clássica, do Wagner. Curiosidade e arquivismo culturais e históricos.
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Sabia que quando você dá um bom conselho para alguém, você só está dizendo o que você mesmo precisava ouvir?
Por um tempinho esqueci de sentir uma das coisas mais importantes para mim: entusiasmo. Antes tarde do que nunca? :-)
Em Merry Christmas, John Lennon diz "I hope you have fun". Acho lindo desejar, ao invés de saúde e amor, diversão. Osho diz que pessoas que riem, cantam e brincam não são facilmente manipuladas, é claro, pois elas são felizes. É muito fácil comandar o povo com medo, está aí todo o "sistema", o qual não vou mais culpar por nada, pois minha essência é risonha, cantora e brincalhona. Assistir Tiros em Columbine (Bowling for Columbine), do Michael Moore, mostra bem isso, com bem menos pessimismo que um materialista poderia usar, e com referências culturais que me causam boas emoções.
[Falando em emoções, qual a importância delas? Temos um corpo emocional, a frequência seguinte mais alta do corpo etérico, portanto, acho que elas devem ser muito bem trabalhadas e equilibradas, mas nunca negadas ou reprimidas. Tá, alguém com lua e ascendente em câncer em conjunção tem uma relação mais íntima com elas. Mas e aí?]
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Lendo por aí pude me conhecer melhor; tinha esquecido disso, tentando "só" entender o mundo. E aí li por aí também para me lembrar do caminho do meio.
Eu estou mesmo entrando em uma época de muitas provações, dilemas e conflitos na área filosófico religiosa da minha vida. Aí cheguei a uma conclusão não tão conclusiva assim que é bem simplista, e talvez já tenha escrito aqui há pouco tempo: opte sempre pelo positivo, pelo que liberta, pelo que faz sorrir e agradecer. Essa é a verdadeira informação, esse é o verdadeiro conhecimento. A verdadeira razão cósmica. Se te faz sentir medo, apreensão ou te aprisiona, não serve para você. Aí estou colocando em prática, e sarando dos dodóis todos.
Aí me lembro da época em que os astros só me diziam coisas boas, e se fossem ruins, era tudo mentira. E era mesmo. Aí lendo por aí coisas condizentes com meu novo critério de seleção, estou fazendo de tudo o que é ruim uma mentira. E é mesmo.
Tive bons sonhos, bons momentos de descanso. Fiquei entediada, e ainda me sinto assim: entediada e anestesiada, sonolenta e apática. Esperando a linda viagem de Natal chegar para me animar novamente.
Terminei Olhai os lírios do campo, e adorei. Me fez muito bem.
As coisas têm que nos fazer bem, nos fazer sorrir alegremente. Tá, euforia cega não é legal, mas isto que sinto não sentindo também não é nada legal.
Finalmente, em momentos de simples reflexão, percebi sem raiva algumas expectativas não alcançadas, e até pude agradecer por elas não terem sido manifestadas, pois anunciou o fim de um ciclo de dores que me puxavam para as extremidades da roda.
Esse meu dilema interno cansa muito: eu sou feliz e alegre pra caramba, gargalho e conto piadas o tempo todo / eu sou séria, concisa, neutra, passo despercebido pela falta de carisma. Eu me emociono e choro com tudo, expressando livremente minhas emoções e me sentindo constantemente leve e livre / eu me reprimo e engulo tudo, fico com nó na garganta, com falta de ar e sem brilho no olhar. Putz, eu prefiro a Debora das primeiras opções! Where is she? Tá uma criancinha entediada choramingando num cantinho escuro do meu coração.
Vou começar tocando alguma silly love song no violão.
Me livrei. Finalmente me livrei duma puta duma dívida que já não me tirava o sono há um tempo, mas que tinha que estar fora da minha vida. Voltei do banco num ônibus quase lotado, e consegui um lugarzinho no fundo. Apareceu um bêbado que falou milhões de surrealidades que me fizeram rir baixo com muito esforço. Chegou gritando: "tô bebinho! tô bebinho! Mas olha só, que legaaaal, vocês estão todos tomando sorveeete!" o_o
Me senti um tanto culpada, deveria ter tentado ajudá-lo. Não sei se poderia. Mas aí ele começou a falar que o próprio pai matou a mãe e ele matou o pai por isso, e a xavecar a mocinha ao lado dele. Perguntou o signo dela (peixes), e disse que o dele era leão, e que ele era muito forte porque leão "é um bicho mutcho danado, tá tendeno??", e a coitadinha ainda teve que ouvir:
-- Olha, você é minha namorada. Só uma hipótese, tá? Você é minha namorada. Então você É MINHA! VOCÊ É MINHA E TEM QUE FAZER O QUE EU QUERO QUE VOCÊ FAÇA, tá tendeno?? Por que eu sou muito namorador, assim como meu pai. Mas o problema dele é que ele namorava as outras mulheres e contava pra minha mãe; eu paquero um monte de mulher mas não conto pra ninguém!
E aí percebi que ainda sou uma menina boba alegre e medrosa. Mas poderia ter sido pior, poderia ter ficado reclamando que "o mundo está perdido", mas não, eu não me projetei nele, portanto não fiquei irritada. Senti compaixão, desejo de que ele melhorasse.

