06/02/2010

Mágica multimidiática

Hoje tive uma das experiências estéticas mais importantes da minha vida. Não sei se ela em si foi a melhor, mas foi a mais adequada ao momento, completou coisas que eu nem sabia que indagava vagamente na minha mente, a mais sincrônica.
Conheci o músico Marcelo Coelho, numa oficina sobre a influência de Tide Hellmeister nas composições que estão no CD Colagens, que adquiri lá mesmo e me fez entender um pouquinho o jazz. Me senti muito surda por nunca ter ouvido nada desse estilo, mas após a explanação técnica teórica profunda rítmica minha mente se escancarou, após tanto tempo trancada. E a exposição, que é do Tide com participação de um vídeo com trilha musical do Marcelo e um texto maravilhoso que ele escreveu, foi uma das mais lindas que já visitei. A curadoria foi muito cuidadosa e criativa, nesse ótimo conceito de fazer do museu uma casa acolhedora, como se estivéssemos sendo recebidos pelo próprio artista em seu lar doce lar. Era isso que eles queriam, e conseguiram isso e muito mais. Todos se deliciam, os visuais, os auditivos e os cinestésicos. Eu me encantei.
Trecho do texto do músico:

"(...) O Tide me disse, sem falar, que o homem é um Grande Criador, capaz de criar a própria realidade e de experienciá-la plenamente... (...) Estou certo de que O Grande Criador do universo deve ter regozijado ao observar a sua criatura brincando de viver a vida que escolheu, brincando de ser livre no mundo dos homens, escolhendo a cor de seu cada dia (...)"

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Espiritualidade, astrologia, programação neurolinguística, música, arquitetura, design de interiores, artes plásticas, psicologia, mitologia, literatura, filosofia, ufologia, artesanato... Procuro equilibrar essas coisas que estudo e pelas quais me interesso, e sou muito feliz por ir em várias direções e buscar conhecimento em coisas tão diversas, que se analisadas profundamente, se interligam sempre em mim, eu sempre amplio minha visão dessa forma.
Tenho pensado bastante em como as pessoas às vezes se limitam a apenas duas ou três formas de enxergar a vida. Aí as vejo tendo problemas pessoais profundos, mesmo sendo cultas, acadêmicas... Ou pessoas sensíveis e visionárias, que não conseguem ler ou escrever coisa muito mais profunda do que um romance espírita best seller. Respeito todas, mas a totalidade é algo que quero muito para mim, mesmo sabendo que estou longe de alcançá-la. E aí também questiono o que é realmente importante nas pessoas, e meus critérios naturais para escolher e admirar alguém, e há um bom tempo tenho achado que é o caráter, a bondade intrínseca. Acho que é isso mesmo, apesar de todo meu pedantismo e exigência diante dos meus convívios.

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