O que mudou em mim

- Faz algum tempo que não me interesso mais por música como costumava. Na adolescência e início de adultice, certas canções modificavam completamente meu estado de espírito, e eu utilizava delas exatamente com esse direcionamento terapêutico. Ouvir Beatles me trazia ótimas lembranças de uma vida simples e com preocupações pequenas. Ouvir as bandas de thrash metal me fazia treinar loucamente na guitarra, e melhorar muito minha falta de técnica, fazia do meu ouvido cada vez mais preciso. Ouvir Foo Fighters e RHCP me causava uma esperança enorme de ser rockstar um dia, ao cantar todas as letras com o rigor de quem leu o encarte cinquenta mil vezes (mesmo que a afinação não fosse tão perfeita assim).
Pois bem, agora sou uma pessoa que simplesmente liga o rádio na Kiss e ouve, sei lá, ZZ Top e acha "legal". Toca Iron Maiden e acha "bacana". WTF has happened to me?!

- Deixei de ler meus livros favoritos de famigerada autoajuda. Louise Hay, da qual fui leitora fervorosa por tanto tempo, e cujos escritos me inspiraram tanto e me fizeram ter resultados esplêndidos. Não é nem por causa do preconceito (completamente compreensível!) contra esse gênero. Até mesmo porque eu também detesto 98% dessa suposta literatura repleta de títulos chamativos e conteúdos ínfimos. O motivo da minha mudança é bem pior: a falta de disciplina e o excesso de preguiça, displiscência e negligência. Todos sabemos o quão difícil é mudar nossos padrões mentais, nossa filosofia intrínseca -- chame do que quiser. Acomodação, rigidez e outras pedras que estão no caminho tornam-se, por vezes, impedimentos e desculpas para não seguirmos adiante em nossa nova empreitada. No meu caso, consegui ter e ver na prática os resultados do tal do pensamento positivo, durante bastante tempo. Acabei abandonando tudo, e não sei onde nem quando perdi o fio da meada. Só sei que agora quero encontrá-lo o quanto antes.

- Esta mudança está ligada com a acima, mas implica em outras coisas. Deixei de ser otimista para ser a mais ranzinza das pessimistas fatalistas raivosas. As pessoas não aguentam mais, e eu mesma também não me aguento mais. As pessoas estão certas, é insuportável estar perto de um reclamão. Creio que, quando tiver novamente disciplina para me alinhar com coisas mais positivas e doutrinar melhor minha mente, esta mudança medonha terá desaparecido da minha vida.

- Deixei de ser uma mão de vaca irremediável. Esta deve ser a única mudança positiva ocorrida. Ok, houve uma longa época dificílima, financeiramente falando, na minha vida, portanto, não tive escolha quanto a esse comportamento. Mas prolonguei esse conceito por mais tempo do que precisava, e fui muito avarenta. Não sei se, quando mudei meu comportamento, minhas finanças melhoraram, ou se as finanças melhoraram e então eu melhorei. Mas hoje, ao menos, não julgo mais as pessoas que gastam certa quantia de dinheiro com algo que não considero essencial.

Quero fazer uma parte dois, dessa vez com coisa boa. Quem sabe.

 

1 tagarele também!:

The Morphetic disse...

Nossa Dé, estou acompanhando vc em diversas mudanças citadas como música por exemplo. Enjoei de muita coisa velha que eu escutava, as vezes eu ouço a Kiss e fico mais boring do que já estava rs. Mas eu tenho muito mais vontde de tocar e gastar uma fortuna em equipamentos do que antes.

Estou com preguiça e sem paciência para muitas coisas e pessoas, mas no geral ahco que tenho ficado mais disposto e por incresça que parível; otimista.

Estou numa vube bem "não sei onde estou indo mas sei que tô no meu caminho". Eu tô gostando... :)


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