Escrevi este texto no auge da carência (a carência solitária), numa época de alta troca de leocócitos com gente vazia. Não termina, e nem é para terminar.
Digo, espero que não seja para terminar. Got it??
Segue:
***
A Alanis tem uma música, 21 Things I Want in a Lover, que nunca ouvi, mas vou me inspirar nela e fazer uma lista de atributos indispensáveis em um cara, para eu deixar aqui e nunca me esquecer e cair em roubadas, mesmo com a carência berrando.
- quero que ele se divirta com pouco ou com nada, assim como eu. Que veja beleza e alegria nas pequenas coisas (nas minhas, nas nossas pequenas coisas).
- Criavidade. Nas palavras, nas piadas, e tudo o mais. É para criar novas coisas e alegrias comigo.
- Bom-humor. Meu humor é irônico, único, ácido, azedo, rude. Nada de cara com cu doce; não mais! Odeio até menininha frescurenta, que dirá homem!
- Bom gosto musical. Nem precisa gostar de exatamente tudo de que gosto, mas que ouça música boa. Música é muito importante para mim, então vai fazer sempre parte dos lugares que freqüento e das conversas.
- Bom-senso. Esse conceito é tão amplo e profundo que não sei nem se dá para especificar.
- Educação. Saber se portar, agradecer, dizer por favor... Coisa que todos deveriam saber (e praticar) desde sempre.
- Responsabilidade.
- Pontualidade. Odeio esperar. Quando chego antes (90% das vezes), tudo bem; levo algum livro, ouço música... Na verdade eu não odeio exatamente esperar; eu odeio é desrespeito de me deixarem ficar esperando. Dizer que vai chegar num horário e aparecer mais de meia-hora (isso com tolerância!) sem avisar é uma puta sacanagem.
- Otimismo. Esse é imprescindível. Ver o lado bom de tudo junto comigo pode ser muito legal. Sei que eu não conseguiria conviver com um pessimista por muito tempo.
- Disponibilidade. Não dá para namorar alguém que faz coisas por dia, com pessoas diferentes, e tudo isso sem minha presença. Não quero que viremos siameses, mas é preciso equilibrar os calendários.
- Família legal. Sofri muito no meu último namoro, por causa da sogra que era uma víbora filha da puta sem caráter. Não vou mais suportar gente pequena, mesquinha e siabólica no meu círculo de contatos. (lembrei daquela música do Taiguara na qual ele diz "só encontro... gente amarga mergulhada no passado..." nada de gente amarda!)
- Beleza. Uma beleza que me agrade, que certamente é quase oposta à comum e imposta. Mas sou meio homem; tenho que admirar fisicamente.
- Inteligência. Porque para eu conseguir ficar com alguém por mais de uma semana, preciso admirá-lo, e não tenho como admirar gente burra.
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