Parênteses overload

Estou no ponto de ônibus, e já era para eu estar no escritório. Não vou gastar meus preciosos créditos com a Varandona, mas estou morrendo de vergonha, pois ainda sou militaresca, e atraso é uma das coisas que mais me emputecem.

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Porra. Agora entendi algo que acontece comigo. Eu coloquei o programa para rodar sem ter feito os algoritmos completos. Faço tudo no automático, mas não especifiquei corretamente e agora fico esquecendo as coisas, deixando trabalhos importantes pela metade e chateando todos à minha volta. Saudade do tempo em que não tinha preguiça de me conscientizar. Estou há um tempão usando coisas que me dopam ao invés de coisas que aumentam minha visão. The wrong drugs.
Olha só, hoje esqueci todo o material que precisava para a aula de ilustração; isso porque fiquei arrumando até meia-noite e meia as coisas que precisava levar. Holy shit.

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Esses romancecos best sellers são bons para duas coisas medíocres das quais gosto pra caramba. Uma é ver o marcador indo com rapidez para o finalzinho, enquanto conto a porcentagem do que já li (e não do que ainda falta; y'know, sou adepta ao otimisminnho e o copo está sempre meio cheio). É totalmente idiota, mas é uma das poucas coisas que fazem manifestar um tiquinho de auto-estima nimim. As outras são ter as unhas e sobrancelhas bem-feitas. Ô mediocridade de mulherzinha.
A outra boa coisa (que na verdade é um vício, um vazio) é a identificação que rola com os personagens (acho que tenho quase certeza de que o certo é As personagens, porque assim me disse a professora Terezinha na segunda série, mas não consigo dizer assim; é muito artista teatral de esquerda, sei lá). Neste que estou lendo agora estou me identificando quase dolorosamente com algumas coisas, algumas aflições.

Os três últimos livros que li não consegui terminar nenhum (eu tentei algumas vezes formular esta frase de maneira melhor, mas não consegui e desisti rápido; alguém tem uma sugestão, por favor? Não que eu costume formular bem as frases, mas é que esta ficou de doer). O Morro dos Ventos Uivantes (72%), Uma Estranha Realidade (85%) e O Caçador de Pipas (esse eu parei na metade, mas na verdade não queria nem ter começado, pois segurá-lo me causava vergonha alheia de mim mesma; já não leio com a freqüência que considero suficiente, e ainda fico pegando essas coisinhas que estão lá em evidência nas livrariazinhas? Pelo menos devo começar pelos clássicos. Pelo menos pelos que sou capaz de ler). É uma merda ter iniciativa mas não ter acabativa. Difícil mesmo.

 

4 tagarele também!:

Unknown disse...

eu fiz um comentário dando uma dica pra arrumar a frase, mas cansei desse papel de pessoa que corrige as outras e apaguei tudo. beijos.

Debora Helena disse...

But I asked for it! :/
Eu queria uma sugestão, ora.
Mas tudo bem, vai... Obrigada de qualquer forma!...

Anônimo disse...

oi, só passei pra avisar que eu achei a bagaça:

http://www.larc4ever.com/teste_de_cerebro

Debora Helena disse...

Syrax!
Thaaaaaaanks!


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Desesperada e entusiasmada. Resmungona e sorridente. Divirto-me com pouco.

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